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Geração Z perde interesse na TV aberta; o que explica este fenômeno?

Ascensão dos streamings e podcasts são um dos fatores pela diminuição dos telespectadores

Fabio Junior
Especial para o Diário
18/05/2025 | 13:40
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Apesar de uma boa parte dos brasileiros possuir um aparelho televisivo em suas residências, os smartphones não mediram forças e hoje são as principais telas presentes nos lares. Em uma faixa etária de 12 e 34 anos, estão englobados os chamados Geração Z, Millenials e Alpha, e demonstraram uma decaída no número de espectadores para a TV aberta, optando por algo mais dinâmico e interativo, aumentando o consumo de streamings, podcasts e vídeos curtos. 

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Essa transformação revela algo cultural, pois o público acima dos 50 anos prefere continuar sendo fiel ao canal tradicional e a programação ao vivo. Em pesquisa feita pelo Grupo de Mídias, no ano de 2019, o público mais jovem ocupava 41% da audiência, mas em 2022, teve uma queda significativa para 38%. A nova geração também foi responsável por diminuir o tempo de televisão aberta assistido, para apenas 33 minutos, representando uma redução de 16%, em relação ao ano anterior, de 2023. 

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Dados mostram que o consumo dos aparelhos ainda existem, ou seja, a televisão não desaparecerá tão cedo, muito menos deixar de existir, mas são utilizadas com outro intuito, o aumento nas assinaturas de streamings, como Netflix e Prime Vídeo, e o acesso a mídias digitais, entre elas a mais famosa é o Youtube, proporcionando um conteúdo de forma fragmentada e fluida. 

A jornalista especializada em reputação de marcas e diretora da Agência Arbos, Andressa Dantas, afirmou que as novas gerações assistem TV de uma nova maneira, com mais interatividade e poder de escolha sobre os conteúdos que consomem. “O jovem da Geração Z consome os conteúdos da Globo, por exemplo, mas não pela TV linear, mas pelo streaming, com acesso ao celular, onde podem consumir o conteúdo e ao mesmo tempo comentar com amigos, ter a flexibilidade de assistir quando querem, em transporte público, em seus quartos, enquanto a família consome a TV aberta” comentou. 

Como uma profissional do marketing, disse que as marcas estão se adaptando e conseguindo até mesmo alguns benefícios, acrescentando ainda o crescimento das influências, colocando organicamente no dia a dia das pessoas, produtos e serviços que causam grande impacto nos dias de hoje.   

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“Enquanto antes precisavam de um tiro de canhão para um comercial no horário nobre e com uma linguagem que fale com todos os públicos, agora as marcas conseguem usar esses espaços tradicionais para campanhas mais de branding e focam na conversão de vendas em campanhas mais voltadas para as redes sociais, com patrocínios a conteúdos no TikTok, Instagram e demais redes” abordou. 

Fora o excelente papel que desempenha como professora na UMESP (Universidade Metodista de São Paulo), ainda observou que essa nova geração está ditando uma mídia mais ágil, buscando interações mais imediatas, promoções exclusivas e um contato com as marcas cada vez mais verdadeiro, e pontuou que o público investiga mais as marcas que consome e procura conexão com valores e verdades, entendendo se realmente fazem ou é apenas propaganda. 

“A nova geração segue consumindo a mídia, mas em um formato totalmente diferente, o que tem impactado até mesmo as notícias, que, nas redes sociais, precisam ter um caráter mais fluido, rápido, divertido para chamar a atenção do leitor” finalizou. 




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