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No Saia Justa, Eliana se emociona ao falar sobre perda gestacional de Tati Machado

15/05/2025 | 12:10
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Na noite da última quarta-feira, dia 14, Eliana se emocionou ao vivo durante o programa Saia Justa, apresentado no GNT. No início da atração, a apresentadora falou sobre a perda gestacional de Tati Machado na reta final da gestação.

Visivelmente abalada, Eliana definiu o momento como uma dor inimaginável:

- Hoje o Saia Justa começa diferente. Estamos muito tristes. Como vocês sabem, estamos ao vivo com a missão desafiadora de cumprir o nosso papel de toda quarta-feira. E hoje, especificamente, trazer informação e conhecimento para vocês sobre um assunto delicado relacionado a algo muito difícil de acreditar que aconteceu com a nossa amada Tati, como vocês puderam acompanhar nas notícias dessa semana. Para quem estava acompanhando a sua alegria luminosa nos últimos meses, essa dor é inimaginável.

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Segundo Eliana houve em questionamento se o programa iria ao ar ou não:

- A gente se questionou aqui se a gente faria esse programa hoje. A gente pensou em não fazê-lo. Mas, pelo histórico do Saia Justa e a relevância que ele tem nos assuntos femininos, o GNT decidiu abrir esse espaço para informar e ser um instrumento de apoio a quem precisa.

Além de citar Tati Machado, Eliana também mandou uma mensagem de carinho à Micheli Machado e Robson Nunes:

- Para eles e para todas as famílias que estão vivendo essa dor recebam todo o nosso carinho.

No programa, os apresentadores receberam dois especialistas, a psicóloga Heloísa Salgado, fundadora do Instituto do Luto Perinatal, e o psicanalista Christian Dunker. Os profissionais falaram um pouco como acolher mães que enfrentaram perda gestacional:

- Acho que, como sociedade, temos vontade de tirar o sofrimento da pessoa. Então, falamos coisas para que ela deixe de sofrer, como se isso fosse possível. Não é! Num momento como esse, o que costumamos recomendar é que as pessoas estejam ali presentes e possam escutar, porque os enlutados sentem necessidade de falar a respeito desse amor que morreu, dessa relação que foi perdida. Não temos como tirar o sofrimento, mas, sim, como minimizá-lo, disse Heloísa.

Dunker falou sobre a importância de viver o luto:

- É um processo social pelo qual passamos há pelo menos três séculos, em que a morte vai ser tornando invisível, adquirindo a conotação de uma derrota, sentida como uma espécie de impotência, de maneira que acabamos silenciando o que cerca isso. Se compararmos com antigamente, [quando] enfrentávamos o luto coletivamente, [havia] esse processo de individualizar o luto, podemos dizer que é uma desvantagem que enfrentamos na nossa época. O luto é longo, precisa do coletivo, dos cantos, das orações.




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