Cultura & Lazer Titulo Com incentivos federais

Aos 43, rapper de Rio Grande repassa carreira em obra literária

Após dois CDs, Valmir dos Santos, o Gua VMR, apresenta ‘O rap me ensinou a ser quem eu sou’

09/05/2025 | 21:20
Compartilhar notícia
FOTO: Divulgação
FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Uma trajetória de 43 anos impactada pelo rap dá vida ao livro O rap me ensinou a ser quem eu sou, de Valmir Manoel do Rosário. Mais conhecido no cenário musical como Gua VMR e morador de Rio Grande da Serra, o autor e rapper apresenta sua estreia literária, após dois discos, com recursos dos dois principais incentivos federais à cultura: as leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc. “Livro é bem mais caro do que CD, o que explica por que não há tanta leitura no País”, reflete ele. 

 Para que o projeto antigo saísse do papel, Rosário fez sua primeira tiragem com a Lei Paulo Gustavo e realizou o sonho de esgotar todos os 70 exemplares. “O pessoal está me cobrando. Fico muito feliz porque a mensagem do rap está em difusão. Então, a Lei Aldir Blanc deve me ajudar nesta segunda tiragem que está para sair do forno. Estes incentivos são fundamentais”, relata. 

Foi na rua, aos 6 anos, com um grupo de amigos, que o profissional se encontrou no gênero. “Nas ruas de Rio Grande a gente se considera uma tribo. Foi lá que vi como a música e até o estilo de roupa do rap me fascinavam. Me identifiquei e nunca mais parei”, conta ele, que, aos 18 anos, já começava a trabalhar com a música. 

DGABC

Composições e pequenos shows marcaram o início da trajetória. “Quando vi que estava melhorando, em 2002 lancei o álbum Resoluto. Em 2016, veio o Persistência Absoluta”, relembra. As faixas nascidas pelas vivências no Grande ABC relatam lutas contra o racismo e principalmente os impactos da espiritualidade como católico.

Fé em Deus, hit com Ieda Hills, um dos principais nomes do ramo, é considerada carro-chefe da carreira pelo rio-grandense. O lançamento de Caminhos, em parceria com a filha do Sabotage, Tamires, também é motivo de orgulho para o rapper. “Nelas e em outras tento passar para a ‘molecada’ que rap não é música de crime. Ele me deu amizades, oportunidades. O rap se tornou meu canal de informação por anos e é uma etiqueta”, reflete. 

Segundo ele, as 152 páginas de sua obra de estreia se vertem à biografia, como uma forma de “também abordar até o conteúdo das letras lançadas”. A publicação pode ser adquirida em http://www.editoracloe.com.

Por nove meses, os escritos “foram gestados” por Gua VMR – apelido curioso que nasceu entre os fãs, junto à abreviação das iniciais do seu nome. “Sempre gostei de ler. A ideia veio por amigos, mas foi produzida para impactar o mundo. Com o rap, a gente pode mudar o que quiser”, finalizou ele.




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;