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Tite à USCS: ‘Não vou tomar dinheiro de vocês’

08/05/2025 | 09:26
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FOTO: Seri Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Com uma ou outra variação de estilo, mas não de conteúdo, a frase tem sido repetida por Tite Campanella (PL) toda vez que o prefeito se depara com alguém da Universidade Municipal de São Caetano: “Não se preocupe, não vim aqui tomar dinheiro de vocês”. Embora o liberal nunca avance no assunto, até as paredes do Palácio da Cerâmica, sede do Poder Executivo, sabem que se trata de fina provocação ao antecessor José Auricchio Júnior (PSD) que, durante seu mandato, utilizou a USCS como banco particular, de cujo cofre sacava valores para financiar projetos do governo. Foi de lá que saíram, por exemplo, R$ 5,2 milhões ao Pronto Cardio, hospital cardiológico até hoje inconcluso, e R$ 4,5 milhões ao Hospital Veterinário São Lázaro. O apetite de Auricchio era tão grande que boa parte dos R$ 33,5 milhões que a instituição possuía em caixa no primeiro trimestre de 2020 desapareceu.

BASTIDORES

Na ribalta

Ex-vice-prefeito de Santo André e ex-prefeiturável Luiz Zacarias ensaia retorno à cena política regional. Além de intensificar sua presença nas redes digitais, na qualidade de presidente municipal do PL, ele compareceu na terça-feira à solenidade em que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entregou escrituras de imóveis a 736 famílias da Vila Ferreira, em São Bernardo. Dada a grande quantidade de políticos presentes, o encontro entre ambos foi rápido, mas suficiente para garantir uma selfie, tirada pelo próprio republicano.

Chapéu

Os ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Rui Costa (Casa Civil) têm agenda marcada hoje em Brasília com o prefeito de São Bernardo, Marcelo Lima (Podemos). O chefe do Executivo viaja à Capital Federal com o objetivo de acelerar a liberação de recursos solicitados pela cidade via Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Entre as sete administrações municipais do Grande ABC, a são-bernardense foi a que apresentou o maior volume de projetos a serem financiados pela União: R$ 1,35 bilhão – para se ter uma ideia, Mauá, a segunda colocada, pediu R$ 450 milhões. 

DGABC

Bolsa

E por falar em Marcelo Lima, o prefeito de São Bernardo viu ser aprovada, na sessão de ontem na Câmara, a proposta do Executivo que concede auxílio mensal de R$ 150 a alunos do Tiro de Guerra. A proposta original é de autoria do líder de governo, Julinho Fuzari (Cidadania), que cedeu a paternidade da propositura à Prefeitura para não correr o risco de veto por vício de iniciativa. Segundo o texto, a ideia é estimular a prestação do serviço militar e auxiliar na formação plena dos jovens atiradores. O Paço estima que, apenas em 2025, o programa custe R$ 135 mil</CW> aos cofres públicos.

Cadeira

Os cinco deputados que compõem a bancada do Cidadania na Câmara Federal, liderados por Alex Manente, que mantém domicílio eleitoral em São Bernardo, votaram contra o aumento do número de cadeiras na Casa, de 513 para 531, medida que vai causar impacto também nas Assembleias Legislativas. Segundo o são-bernardense, o Brasil não aguenta mais essa sobrecarga financeira e é possível fazer mais gastando menos. Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT), que tem base na mesma cidade, também opôs-se ao projeto.</CW>

Mais recursos

E por falar em Vicentinho, Elton Carvalho, secretário de Trabalho, Renda e Empreendedorismo de Mauá, esteve no gabinete do deputado federal para agradecer os R$ 200 mil destinados à aquisição de veículos a serem usados na Pasta. O visitante aproveitou a ocasião e entregou dois novos projetos ao petista, no valor de R$ 400 mil, para serem incluídos no Orçamento de 2026. Os detalhes das propostas ainda não foram informados.




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