Setecidades Titulo Memória

A pauta que Gisela deixou. Ilustrada pelo mestre Antoninho. Uma viagem foi feita... ...até o século XVI.

Para provar a antiguidade da capela do Rio Grande, a historiadora reuniu uma documentação importante para o Grande ABC

06/05/2025 | 03:00
Compartilhar notícia
 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


REGIONALIDADE

Neste Semana Rio Grande da Serra 2025, “Memória” está reconstituindo pontos de um encontro de memorialistas realizado na cidade há 35 anos. Hoje, a primeira noite, uma segunda-feira, 12 de junho de 1989. Dra. Gisela Leonor Saar e moradores locais recepcionaram membros do Gipem – o Grupo Independente de Pesquisadores da Memória do Grande ABC. Presentes: Paschoalino Assumpção (coordenador do Gipem), sindicalista Philadelpho Braz, socióloga Arlete Feriani, professor Antonio Perez e a reportagem do Diário.

Dra. Gisela Leonor Saar seguiu as diretrizes do Condephaat, o conselho estadual em defesa do patrimônio histórico-cultural paulista. Seu objetivo: o tombamento, ou pelo menos a preservação, da capela de Santa Cruz e São Sebastião junto à Matriz de Rio Grande da Serra.

DGABC

VIAGEM NO TEMPO

Naquela noite, Dra. Gisela divulgou uma documentação que remete ao século XVI. Focalizou vultos como Brás Cubas, Martim Afonso de Souza e sua mulher. Passou pela Ordem de Nossa Senhora do Carmo. E descreveu rios que formaram a Represa Billings e caminhos como a estrada de Santos a Mogi das Cruzes.

Dra. Gisela, em conclusão: “Com esses documentos conseguimos provar que terras de Santa Cruz e a capela, estavam nesta região”.

O certo é que a capelinha de Santa Cruz sobrevive como a mais antiga do Grande ABC, mesmo que reconstruída. A mesma capelinha que em 1979 foi parcialmente derrubada por paroquianos interessados em ter um espaço maior para a construção da igreja matriz.

EM PAUTA

A primeira escola, o primeiro cemitério, a serraria da Streiff, o Caminho de Zanzalá. A presença do alferes Francisco Martins Bonilha que, no século XIX, apossou-se de terras devolutas no Rio Grande da Freguesia de São Bernardo. A sinopse do condomínio Sítio Rio Grande – foram itens divulgados por Gisela Leonor Saar na abertura daquele ciclo de palestras na Câmara Municipal de Rio Grande da Serra.

A ESCOLA

O fecho da palestra de Dra. Gisela em 1989 foi a primitiva escola da Estação Rio Grande, uma das primeiras da região, segundo pesquisa do professor Antoninho Angelo Orlando, rio-grandense também apaixonado por História e Memória.

Um nome foi citado na ocasião, o da professora Raquel Silveira, uma das primeiras do Rio Grande. Entre os examinadores, Alfredo Luiz Flaquer, irmão do senador Flaquer.

E onde ficava a escola primeira de Rio Grande. Dra. Gisela contou:

Ficava em frente à casa de João Castelucci e seu filho Ricardo Castelucci. Uma casinha de madeira, sobre pilotis. Tinha duas grandes janelas voltadas para o sol e uma varanda ao lado.

Eram duas salas, uma salinha para a professora e outra para estudo.

Ficou muito tempo ali até ser demolida porque a Light começou a penetrar com as águas da represa. Os alicerces ainda estão lá. Ainda dá para examinar.

NOTA DA MEMÓRIA – Rio Grande da Serra está organizando o encontro dos memorialistas – o sexto da série. Que tal, durante a jornada, ir até o local onde funcionou a Escola Preliminar Mista da Estação do Rio Grande? Será que os alicerces ali permanecem no matagal que se formou?

Crédito da foto 1 – Projeto Memória

PATRIMÔNIO. Casa dos Castelucci resistiu à chegada da Represa Billings, na segunda metade do século XX, diferentemente da escolinha em frente: memorialistas do Grande ABC, vamos visitar o lugar e fazer ali a foto coletiva dos nossos encontros?

DIÁRIO HÁ 30 ANOS

Sábado, 6 de maio de 1995 – Edição 9006

MANCHETE – Supremo Tribunal Federal pode criar dívida de R$ 40 milhões em São Caetano.

O orçamento municipal seria afetado em 33% se parecer do STF em favor dos servidores municipais fosse confirmado.

Havia diferenças salariais no funcionalismo acumuladas desde 1992.

MAUÁ – Petrobras prometia auxílio financeiro para a restauração dos painéis do pintor romeno Emeric Marcier, na capela da Santa Casa local.

MEMÓRIA – Em 1995, a colônia japonesa do bairro Cooperativa, em São Bernardo, já não fazia a festa poliesportiva Undokai, mas não deixava de lembrar e festejar o seu aniversário. Criada em 1935, a colônia celebrava 60 anos de história.

SHOW – Renato Teixeira trazia para o Carlos Gomes, em São Bernardo, o show “Entre Amigos”.

LIVRO – Marcelo Duarte lançava o “Guia dos Curiosos”.

EM 6 DE MAIO DE...

1955 – Montevideo, 6 (UP) - Conflito entre policiais e católicos em Buenos Aires. Interceptada pela polícia uma passeata de protesto contra a separação da Igreja do Estado. Os deputados argentinos jurarão doravante “pela Constituição”.

HOJE

Dia Nacional da Matemática e dos Matemáticos, data escolhida em homenagem ao matemático Malba Tahan, que nasceu nesse dia, em 1895.

Dia do Cartógrafo

MUNICÍPIOS BRASILEIROS

No Estado de São Paulo hoje é o aniversário de Irapuru. Elevado a município em 1954, quando se separa de Pacaembu, na região de Araçatuba.

No Rio Grande do Sul, Palmeira das Missões e São Paulo das Missões.

No Espírito Santo, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá e Venda Nova do Imigrante.

Em Pernambuco, Serra Talhada e Vitória de Santo Antão.

E mais: Antonina do Norte (CE), Barcelos (AM), Denise (MT), Goiandira (GO), Ibipitanga (BA), Mandaguari (PR) e Quixaba (PB).

São Domingos Sávio

6 de maio

Italiano (1842-1857). Padroeiro dos adolescentes e das mulheres grávidas.

Ilustração: Cruz Terra Santa (divulgação)




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;