Projeto Novo módulo em operação fortalece Rota 3 e impulsiona mercado nacional de energia
FOTO: Divulgação | Bruno Castro

A Petrobras deu um novo passo estratégico na produção de gás natural com o início da operação comercial do segundo módulo da UPGN (Unidade de Processamento de Gás Natural) no Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí, nesse domingo (4). Com isso, a capacidade total de processamento da unidade dobra e alcança 21 milhões de metros cúbicos por dia.
A UPGN faz parte do Projeto Integrado Rota 3, que leva o gás rico extraído de campos do pré-sal — como Tupi, Búzios e Sapinhoá — para processamento e distribuição. De lá, saem três produtos essenciais para o mercado: gás natural (GN), gás liquefeito de petróleo (GLP, o gás de cozinha) e C5+, usado na indústria petroquímica e na produção de combustíveis.
Segundo a Petrobras, o novo módulo fortalece a segurança no abastecimento, reduz a dependência de importações e amplia a competitividade da empresa no mercado de gás, que vive um momento de abertura e dinamismo. “Estamos entregando um projeto com alta complexidade e reafirmando nosso papel estratégico para o Brasil”, afirmou William França, diretor de Processos Industriais e Produtos da companhia.
Para o diretor de Transição Energética e Sustentabilidade, Maurício Tolmasquim, o avanço reforça o compromisso com soluções mais confiáveis e sustentáveis: “A entrada em operação do segundo módulo é fundamental para o novo ambiente competitivo do gás”.
Já Renata Baruzzi, diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação, destacou a robustez do projeto: “A Rota 3 garante flexibilidade no escoamento e processamento do gás do pré-sal, fortalecendo nossa infraestrutura energética”.
Desde novembro de 2024, a Petrobras já vinha operando o primeiro módulo da UPGN em escala comercial. Agora, com os dois em funcionamento, a empresa avança em seu plano de transformar o Complexo de Energias Boaventura em um polo estratégico. Estão em andamento, no local, obras para duas termelétricas a gás — que devem participar do leilão do setor elétrico previsto para 27 de junho — além de unidades de refino voltadas à produção de combustíveis e lubrificantes.
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