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China sinaliza que porta para negociações tarifárias está aberta, mas não sob pressão

23/04/2025 | 09:48
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O Ministério de Comércio da China sinalizou que Pequim deseja discutir a disputa tarifária com os EUA, mas que não o fará sob constantes ameaças do governo Trump. "A atitude da China em relação à guerra tarifária lançada pelos EUA é bastante clara: não queremos briga, mas não temos medo dela. Se brigarmos, brigaremos até o fim; se conversarmos, a porta ficará escancarada", disse o porta-voz da pasta, Guo Jiakun, em coletiva de imprensa diária nesta quarta-feira, 23.

Se os EUA realmente querem resolver a questão por meio do diálogo e da negociação, devem parar de fazer ameaças e dialogar com a China com base na igualdade, no respeito e no benefício mútuo, afirmou Guo.

Os EUA não podem dizer que querem um acordo e, ao mesmo tempo, exercer extrema pressão sobre a China, usando uma estratégia que não funcionará, acrescentou o porta-voz.

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Os comentários foram feitos um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que não vai "pegar pesado" com a China e que os dois países chegarão a um acordo comercial.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, também disse na terça a participantes de um encontro fechado com investidores do JPMorgan que espera um alívio no conflito comercial com a China, de acordo com fontes presentes no evento.

Em reunião com o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, o presidente chinês, Xi Jinping, declarou nesta quarta que tarifas e guerras comerciais prejudicam os direitos e interesses legítimos de todos os países, minando o sistema de comércio multilateral global e a ordem econômica mundial, de acordo com a agência de notícias estatal chinesa Xinhua.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês também comentou sobre recentes esforços dos EUA para reafirmar o controle sobre o Canal do Panamá.

"Nenhuma mentira pode encobrir a ambição dos EUA de controlar o Canal do Panamá", disse Guo, apelando aos EUA que parem de interferir nas trocas e cooperação da China com países latino-americanos, incluindo o Panamá. Fonte: Dow Jones Newswires.




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