Charge-21 de abril A confirmação pelo Estado da duplicação da Rodovia Índio Tibiriçá (SP-31), após mais de uma década de espera, é auspiciosa, pois representa avanço na mobilidade e segurança viária entre São Bernardo e Suzano. Com tráfego diário superior a 20 mil veículos e apenas uma faixa por sentido, a estrada se transformou em cenário recorrente de colisões frontais e ultrapassagens forçadas, o que resulta em graves acidentes, muitos deles fatais. A publicação do edital de licitação, prevista para o próximo semestre, é o primeiro passo para que essa realidade comece a mudar. A medida responde ao anseio da população do Grande ABC, que, há anos, convive com os riscos de uma via saturada e defasada.
Reestruturar a Índio Tibiriçá é mais do que um projeto de engenharia: trata-se de intervenção com impacto direto na saúde pública. Os inúmeros acidentes registrados ao longo da estrada sobrecarregam as unidades do SUS na região, que recebem constantemente feridos graves provenientes da rodovia. Investir na duplicação é, portanto, também aliviar o sistema hospitalar, que já opera sob forte pressão. Reduzir a letalidade no trânsito é um caminho que começa pela modernização da infraestrutura, com faixas adicionais, melhor sinalização e maior fluidez. A via, historicamente apelidada de “estrada da morte”, poderá deixar de carregar esse estigma, desde que as obras avancem com prazos realistas.
Além dos ganhos em segurança, a duplicação irá impulsionar a logística e a conexão entre o Alto Tietê e o Grande ABC, regiões economicamente relevantes para o Estado. A fluidez no transporte de cargas e no deslocamento de trabalhadores depende diretamente da qualidade das rodovias. Ao garantir melhorias estruturais na SP-31, o governo estadual responde a demanda antiga e também prepara o território para novas oportunidades de desenvolvimento. A expectativa gerada com a retomada do projeto precisa se converter em ação efetiva. Depois de 14 anos de promessas, é hora de transformar planejamento em obra. Chega de colocar vidas em risco na Índio Tibiriçá.
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