Proteção Porcentagem de bebês protegidos da tuberculose cresceu de 73,6% para 92,17% e proteção da hepatite B subiu de 69,96% para 89,23%
Celso Luiz/DGABC

A cobertura vacinal (porcentagem do público-alvo imunizado) das vacinas recomendadas para recém-nascidos no Grande ABC aumentou consideravelmente na comparação de 2024 com 2023. A BCG, vacina que protege das formas graves da tuberculose, saltou de 73,6% para 92,17% de cobertura. A vacina contra a hepatite B teve a cobertura vacinal ampliada de 69,96% para 89,23%. Os dados são do Ministério da Saúde.
A pediatra Karoliny Veronese destaca que essas vacinas podem ser tomadas assim que o bebê completa 24 horas de vida. “O Brasil ainda é uma zona endêmica de tuberculose. E a hepatite B pode ser passada no parto, já que ele é feito dentro de um centro cirúrgico. Essas primeiras vacinas impactam na vida toda do ser humano, protegendo ele de doenças graves com imunizantes que já vem sendo estudados há muitos anos, além de proteger a comunidade da disseminação de doenças já erradicadas”, ressalta.
Durante o primeiro ano de vida, o bebê precisa tomar uma série de vacinas. Uma das mais importantes é a meningo C, que protege contra um dos tipos de meningite. A cobertura dessa vacina cresceu, de 2023 para 2024, nas sete cidades, de 80,42% para 93,66%.
A pediatra membro da SBIM (Sociedade Brasileira de Imunologia), Lilian Zaboto, destaca que a meningite é uma das doenças mais graves, e provoca grandes chances de levar o bebê a óbito. “A meningite é uma doença bacteriana muito contagiosa e sua vacina deve ser tomada aos três e cinco meses. A vacina contra o pneumococo também muito importante porque protege também da meningite pneumocócica que pode levar a perda auditiva e a cegueira, além da necrose de membros, inferiores e superiores”, afirma.
Outras importantes proteções são contra a pneumonia, por meio da vacina pneumo 10, que protege de doenças causadas por pneumococos, a qual teve um crescimento de 79,96% para 93,35%, e a vacina da varicela, conhecida como catapora, que foi aplicada em 83,89% dos bebês da região no ano passado, ante os 75,63% registrados em 2023.
Apesar dos crescimentos, as pediatras dizem que o índices ainda estão abaixo do esperado, que é acima de 95% de cobertura vacinal. Lilian explica que, até 2023, o Brasil, de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), estava na lista dos 20 países com mais crianças sem vacinação no mundo. “O País saiu dessa lista, em que ocupava o sétimo lugar no ranking mundial”, diz. O painel do Ministério da Saúde não divulga dados anteriores a 2023 nas sete cidades do Grande ABC.
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