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Getulinho se contradiz e levanta dúvidas sobre agressão a assessor

Presidente da Câmara, Dr. Seraphim, estuda quais sanções deve aplicar contra o vereador

09/04/2025 | 21:12
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Reprodução/Redes Sociais
Reprodução/Redes Sociais Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O vereador Getúlio de Carvalho Filho, o Getulinho (União Brasil), em vídeo nas redes sociais, se contradisse em relação à acusação de agressão a um assessor parlamentar e levantou dúvidas sobre o que de fato aconteceu. “Na verdade, se for o assessor que estou pensando, ele fez uma plantação para que eu agredisse”, disse ontem.

Segundos antes, na mesma gravação, o unionista rechaçou qualquer ato violento, seja ele físico ou verbal. “Como vocês vão falar que eu agredi um assessor, aí não dá. Vocês não podem inventar”, declarou.

Porém, o parlamentar, feroz contra todos aqueles que não concordam com seus posicionamentos e condutas, voltou a se contradizer. Alegou não ter invadido o gabinete do chefe do Legislativo, Carlos Humberto Seraphim, o Dr. Seraphim (PL), com quem havia batido boca. “Ninguém vai me incriminar por invadir a presidência da Câmara que eu sou vereador ”, esbravejou.

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A declaração demonstra que suas falas mudaram ao longo do tempo. Por volta das 16h20 de terça-feira (8) Getulinho reclamou sobre a demora para início da sessão. Encontro no plenarinho (sala de reunião) ocorria para alinhar pautas, foi a justificativa dada por Seraphim para o atraso.

O presidente lembrou ao unionista que a sala é de livre acesso aos vereadores e independe de convite para acessa-lá. Relutante e querendo tensionar a discussão, Getulinho disse que não foi convidado e, por isso, não entrou.

Diferentemente do plenarinho, a sala da presidência é de uso exclusivo do chefe do Legislativo e, por isso, o acesso é restrito e liberado somente com autorização. “Ele (Getulinho) não pode agredir. puxar ou empurrar um funcionário para tentar invadir uma área que ele não estava autorizado a entrar”, disse Seraphim.

Toda a confusão parou na Delegacia Sede de São Caetano na noite terça, após Getulinho “dar voz de prisão” para Álvaro Moura Seraphim, médico e filho do presidente da Câmara que o teria desacatado. Entretanto, de acordo com um assessor do Seraphim não houve o registro de Boletim de Ocorrência ou Termo Circunstanciado até ontem à tarde. A Secretaria de Segurança Pública disse que “as partes envolvidas foram conduzidas à delegacia, prestaram depoimento e a ocorrência foi registrada como desacato, difamação, ameaça e injúria”.

Seraphim estuda quais sanções tomará contra o unionista pelas acusações e descontrole. “Ele (Getulinho) anda com estrela de lata e tampa de sardinha, não tem autoridade. Ele precisa se submeter ao presidente”, disse o liberal sobre a fantasia de xerife do vereador.




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