Política Titulo Violência

AGU pede investigação contra deputado que desejou morte de Lula em sessão da Câmara

No momento em que proferiu os ataques ao presidente, o colegiado discutia um projeto de lei que desarma a guarda presidencial

09/04/2025 | 10:05
Compartilhar notícia
FOTO: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
FOTO: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A AGU (Advocacia-Geral da União) pediu à PF (Polícia Federal) e à PGR (Procuradoria-Geral da República) uma investigação contra o deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES). O parlamentar desejou a morte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante sessão na Comissão de Segurança Pública da Câmara nesta terça-feira, 8.

No momento em que proferiu os ataques ao presidente, o colegiado discutia um projeto de lei que desarma a guarda presidencial. A proposta foi relatada por Gilvan. Para justificar seu parecer favorável ao texto, ele alegou que "quer mais é que (Lula) morra mesmo".

LEIA TAMBÉM:

DGABC

Conselho de Ética da Câmara pode votar cassação de Glauber Braga nesta quarta-feira

"Por mim, eu quero mais é que o Lula morra. Eu quero que ele vá para o quinto dos inferno (sic). É um direito meu", disse o deputado federal. "Nem o diabo quer o Lula. É por isso que ele está vivendo aí. Superou o câncer... Tomara que tenha um ataque cardia (sic). Porque nem o diabo quer essa desgraça desse presidente que está afundando nosso País. E eu quero mais é que ele morra mesmo. Que andem desarmados. Não quer desarmar cidadão de bem? Que ele ande com seus seguranças desarmados", prosseguiu.

O parecer de Gilvan foi aprovado por 15 votos a oito, com uma abstenção. O deputado federal foi procurado para comentar as declarações, mas não retornou.

Segundo a AGU, a PF e a PGR devem apurar se as declarações do parlamentar "excedem ou não os limites da imunidade parlamentar". A AGU também investigará o fato internamente.

A imunidade parlamentar é assegurada pela Constituição Federal e prevê que "os deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos". O Supremo Tribunal Federal (STF), porém, possui jurisprudência que distingue a imunidade de discurso de um congressista da prática de injúria, calúnia e difamação.

LEIA MAIS:

Juscelino Filho reassume mandato na Câmara e suplente perde a vaga como deputado




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;