No segundo semestre Sete diretórios petistas no Grande ABC definirão os futuros mandatários municipais, estadual e nacional no dia 6 de julho
Arquivo/DGABC

Passados 12 anos, o PT retoma o PED (Processo de Eleição Direta) para todas as instâncias do partido, contemplando as escolhas dos novos presidentes municipais, estadual e nacional em pleito único, agendado para 6 de julho. No Grande ABC, as articulações nos diretórios locais já ganham forma para definir as novas composições partidárias, que terão a missão de manter a influência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para as eleições de 2026, na região que é o berço histórico do petismo.
Embora o processo de eleições diretas nos municípios fosse mantido após 2013, a diferença deste ano é que os filiados voltarão a escolher o presidente nacional, que durante esse hiato, se deu por meio de delegados no congresso nacional do PT. Para comandar o partido no âmbito federal, o ex-prefeito de Araraquara Edinho Silva conta com a simpatia de Lula e tem o favoritismo para comandar a legenda nacionalmente. Enquanto isso, o diretório estadual deve confirmar a reeleição do deputado federal Kiko Celeguim.
No Grande ABC, algumas mudanças já são previstas. Atual presidente do PT de Santo André, Antônio Padre já admite que vai passar o bastão. “O cenário é que não sou candidato (à reeleição), porque tenho outros compromissos. Estou indo para o Ministério da Saúde (comandado por Alexandre Padilha). Há uma boa movimentação com jovens e acredito que é o que podemos fazer de melhor”, diz.
No diretório andreense, os nomes em discussão são de Eric Silva, apoiado pelo vereador Tiago Nogueira, além de Fátima Carvalho, Sérgio Virgínio, Aylton Affonso, e até se comenta a possibilidade de Bete Siraque, última candidata petista à Prefeitura de Santo André, entrar no pleito interno. O cenário ainda pode mudar até julho, com acordos, uniões ou até em uma candidatura consensual.
Em São Bernardo, o diretório municipal, sob tutela de Cleiton Coutinho, deve seguir o mesmo caminho de mudança. As opções que surgem no momento são Brás Marinho, irmão do ex-prefeito e hoje ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, além de Iara Bento – atual vice-presidente – e Max Pinho, do movimento jovem e sindical.
“O diálogo que estamos tendo é da necessidade de renovação e também de composição com grupos novos. Então o PT tem três protagonismos fortes: o sindical, o acadêmico e dos movimentos sociais. O próximo ou a próxima dirigente deve ter essa consciência e dialogar com esses setores”, afirma o vereador são-bernardense Ananias Andrade.
Em Diadema, o vereador Josa Queiroz confirmou que não tentará se manter no comando do diretório local, dando espaço ao ex-vereador José Antônio da Silva, o Zé Antônio, se consolidar como cotado para substituí-lo. Já em Mauá e Ribeirão Pires, os atuais presidentes Rômulo Fernandes, deputado estadual, e Fernanda Henrique, vereadora, devem disputar a reeleição em seus respectivos diretórios.
Em 30 de outubro de 2022, Lula se saiu vitorioso no Grande ABC na disputa para presidente, conquistando 843.120 votos, ante os 779.197 conquistados por Jair Bolsonaro (PL). Uma missão clara para os sete diretórios municipais será manter o protagonismo petista no Planalto, com apoio da região, onde o partido deu os primeiros passos, mas hoje comanda apenas Mauá.
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