Memória No início das comemorações dos 200 anos do nascimento de Dom Pedro II, no Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, um memorialista de São Bernardo entrega a Bertand de Orléans e Bragança, descendente da família imperial brasileira, um estudo sobre a passagem do imperador pela região

Registros históricos
Texto: Vicente Carlos D’Angelo
Há um mapa do Caminho Velho do Mar elaborado pelo tenente-coronel José Marcelino de Vasconcelos, mandado executar pelo presidente da Província de São Paulo, Rafael Tobias de Aguiar, no ano de 1832. A pedido da página “Memória”, localizei no mapa 20 pontos importantes, entre os quais o telégrafo do Pico, Zanzalá, Morro da Sepultura, igreja antiga de São Bernardo.
Revisando o mesmo mapa, encontrei uma referência que havia deixado escapar na ocasião: a casa onde hospedou-se Dom Pedro II na noite de 25 para 26 de fevereiro de 1846, véspera da visita de Sua Majestade ao casarão do alferes Francisco Martins Bonilha, onde assistiria a uma demonstração de torrefação de chá.
O mapa de 1832 assinala a casa, rancho e cafezal de Francisco Mariano, mais ou menos na altura do atual bairro Cafezal, bairro Montanhão.
Trinta anos após a visita de 1846, em 28 de agosto de 1875, em visita novamente a São Paulo, Dom Pedro II anota em seu diário que assistiu à fala do professor Galvão Bueno, de Filosofia, “filho de quem me hospedou, em 1846, no Ponto Alto”.
Quando da visita de Dom Pedro, em 1846, o professor Carlos Mariano Galvão Bueno tinha nove anos. Era filho de Francisco Mariano Galvão Bueno e de Maria Eufrosina da Luz.
O professor Galvão Bueno foi, talvez, o primeiro intelectual nascido em São Bernardo, quando a antiga Vila, sede da Freguesia local, fazia parte de São Paulo.
Professor Galvão Bueno nasceu em São Bernardo em 30 de março de 1834 e faleceu em 24 de maio de 1883, quando praticava pescaria no Rio Tamanduateí, na Capital. Seu nome foi dado a uma rua do bairro da Liberdade.
Na casa onde Dom Pedro se hospedou em 1846 nasceu, em 1896, Benedita, filha de Antonio Mariano Galvão Bueno e de Ignácia Maria, que residiam no Ponto Alto (atual bairro Botujuru, em São Bernardo), conforme registro no 1º Cartório de Registro de Pessoas Naturais de São Bernardo.
Crédito da foto 1 – Celso Luiz MOMENTO HISTÓRICO. Sábado, 22 de março de 2025. Salão Nobre do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Vicente D’Angelo (à esquerda) entrega a Dom Bertrand de Orléans e Bragança seus estudos sobre a passagem de Dom Pedro II por São Bernardo. À direita, professor João Tomás do Amaral, presidente do IHGSP NAS ONDAS DO RÁDIO Uma batalha. No Centro de São Paulo. Rua Maria Antonia. Era 2 de outubro de 1968... Texto: Milton Parron O programa ‘Memória’ apresentará neste final de semana, sem retoques, o confronto sangrento travado entre estudantes de duas universidades vizinhas, USP e Mackenzie, no dia 2 de outubro de 1968. O episódio, conhecido como Batalha da Rua Maria Antônia, foi motivado por divergências ideológicas entre estudantes esquerdistas da Faculdade de Filosofia da USP e os ultradireitistas do Mackenzie. As duas faculdades ficavam próximas, na Rua Maria Antonia, em Vila Buarque, Capital. Rojões, tiros de pistolas e espingardas, coquetéis Molotov, correria, trânsito bloqueado, comércio com as portas cerradas, tropas do Batalhão de Choque recebidas a pedradas, enfim, durante horas um cenário de guerra autêntico. Em meio ao confronto o estudante José Carlos Guimarães, de 20 anos, atingido por um tiro na cabeça morreu antes de chegar ao hospital. Além de flagrantes gravados na ocasião, o programa apresentará muitas entrevistas com personagens que participaram da Batalha da Maria Antônia. Memória - Produção e apresentação: Milton Parron. Rádio Bandeirantes em 86.3 e 90.9. Amanhã, às 7h; sexta-feira, às 23h. Disponível nas principais plataformas digitais, no Spotify e no Apple Podcast. DIÁRIO HÁ 30 ANOS Quarta-feira, 29 de março de 1995 – Edição 8973 MANCHETE – Projeto cria centro de lazer na Avenida Goiás. José Gaino, engenheiro responsável pelo projeto, informava que as obras em São Caetano seriam realizadas em seis meses. Entre as atrações, a criação de espaço para feira de artesanato nos finais de semana. AUTOMÓVEIS – Volkswagen anunciava a fabricação do novo Gol no Grande ABC, em entrevista concedida pelo vice-presidente da empresa, Miguel Jorge. MEMÓRIA – O alfaiate Silvio Micheloni. Ele fez história em Camilópolis, Santo André. Silvio Micheloni (São Carlos, 1951 – Santo André, 1990) foi juiz de paz, rotariano, fundador do primeiro grupo de escoteiros de Camilópolis e da SAB do bairro. Jogou futebol pelo Estrela Azul, juntamente com os irmãos Jpsé e Pedro. EM 29 DE MARÇO DE... 1955 – Do correspondente do Estadão em Santo André: Denunciadas irregularidades no conjunto residencial do Iapetc em Santo André. Diferença nos preços das casas, do compromisso para a lavratura e risco de vida dos moradores, foram as denunciadas apresentadas à Câmara Municipal de Santo André pelo vereador Ario de Barros Rangel. As casas foram construídas no Jardim Paraíso. Iapetc era a sigla do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Empregados em Transportes e Cargas.
Doado terreno para a Casa da Esperança de Santo André.
A doação, pela Prefeitura, dependia do aval da Câmara de Santo André. Em terreno de 25 mil metros quadrados, a Associação das Damas de Caridade São Vicente de Paula construiria ergueria o prédio no Parque Novo Oratório.
Maria Brisola Faria presidia a Associação.
1970 - Pela Copa João Ramalho, no Estádio Municipal de Santo André, hoje Bruno Daniel: São Bernardo 2, Ribeirão Pires 0, gols de Caiuba e Dimas; São Caetano 3, Mauá 0, gols de Sabão, Sabiá e Galvão. MUNICÍPIOS BRASILEIROS No Estado de São Paulo, hoje é o aniversário de Pirajuí. Torna-se município em 1914, quando se separa de Bauru. Capitais: Salvador, fundada em 1549, e Curitiba, fundada em 1693. No Maranhão: Barão de Grajaú, Mirador, Chapadinha, São Bernardo e Vargem Grande. E mais: Abadia de Goiás (GO), Araioses, Aratuba (CE), Ipiranga do Norte (MS), Monte Sião (MG) e São João do Itaperiú (SC). Santo Eustásio 29 de março Arte: Paulo César Nunes

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