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Gestão Taka Yamauchi prioriza corte de gastos

Prefeitura de Diadema revisa contratos, chama fornecedores para negociar e devolve veículos

25/03/2025 | 09:02
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O prefeito de Diadema, Taka Yamauchi (MDB), perto de completar 100 dias de governo, tem se dedicado a cortar gastos e enxugar a máquina. O emedebista herdou de seu antecessor, José de Filippi Junior (PT), dívida que chega a R$ 2,5 bilhões e orçamento estimado para este ano em R$ 2,9 bilhões. 

Para fazer frente aos problemas que iria encontrar ao assumir o Executivo, Taka montou primeiro escalão técnico, mesclado com nomes de peso da política na cidade, como os atuais secretários Marcos Michels (PL), de Governo, e José Carlos Gonçalves (Progressistas), de Mobilidade e Transportes. 

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Para a Saúde, um dos principais entraves na cidade, o emedebista ‘importou’ de Santo André o endocrinologista Antonio Carlos do Nascimento. Já no Ipred (Instituto de Previdência do Servidor Municipal de Diadema), ‘calcanhar de Aquiles’ da administração com sua dívida milionária e sem autonomia financeira a partir deste mês, colocou para comandar Antônio Mario Pereira, que era diretor previdenciário da instituição. 

Já nos primeiros dias de governo Taka suspendeu o pagamento de débitos, contingenciou 35% do orçamento e instituiu a Comissão de Saneamento das Contas Públicas, com o objetivo de avaliar a dívida inscrita em restos a pagar e composta por despesas realizadas até 31 de dezembro de 2024, último dia do governo Filippi.

Como resultado, em apenas dois meses o governo economizou mais de R$ 7,7 milhões com cortes de despesas. Segundo a Prefeitura, a economia com horas extras e não concessão de funções gratificadas, em janeiro e fevereiro, ultrapassou R$ 2,58 milhões, que se somou à redução de gastos com a não nomeação de cargos em comissão no valor de R$ 3,94 milhões, em comparação a novembro de 2024.

A diminuição do gasto com aluguel de veículos, alguns subutilizados, foi de R$ 1,16 milhão nos dois meses. Agora, o foco da Prefeitura é reduzir nestes seis primeiros meses de mandato, no mínimo, em 50% o gasto com aluguéis de imóveis. Atualmente, esse tipo de despesa chega a R$ 550 mil mensais. 

Em outra frente de trabalho, os secretários estão chamando fornecedores para negociar serviços não pagos pela gestão José de Filippi. Os débitos ultrapassam R$ 93 milhões e, segundo a administração municipal, não há disponibilidade financeira para realizar os pagamentos. O objetivo é evitar que a cidade fique sem serviços básicos, como capinação, lavagem das feiras e transporte de lixo.




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