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Irresponsabilidade fiscal

24/03/2025 | 09:12
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 A irresponsabilidade fiscal de determinados prefeitos impõe um pesado fardo aos cofres municipais e à população do Grande ABC. Em Mauá, a gestão de Atila Jacomussi (União Brasil), de 2017 a 2020, resultou em explosão no montante de precatórios, de R$ 200 milhões para R$ 380 milhões, podendo alcançar R$ 653 milhões. As dívidas decorrem da inadimplência com fornecedores essenciais, como os das áreas de saúde e mobilidade urbana. A instabilidade política da época, marcada por prisões e impeachment, agravou a desorganização administrativa, tornando inviável o cumprimento de compromissos financeiros. Agora, a gestão atual busca saídas emergenciais para reduzir os danos herdados.

Situação semelhante ocorreu em São Caetano. Conforme revelou reportagem publicada pelo Diário recentemente, a dívida de precatórios aumentou 167% durante os dois últimos mandatos de José Auricchio Júnior (PSD), de 2017 a 2024, atingindo R$ 433 milhões. O rombo nas finanças compromete investimentos e a manutenção de serviços essenciais. A gestão subsequente, comandada por Tite Campanella (PL), viu-se diante de um passivo consolidado de R$ 824 milhões, reflexo de operações de crédito realizadas sem planejamento adequado. O crescimento acelerado das despesas correntes e os gastos elevados impactaram severamente a capacidade financeira do município.

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O descaso de prefeitos que ignoram a necessidade de equilíbrio fiscal e transferem dívidas vultosas para seus sucessores tem consequências diretas para a sociedade. O endividamento desenfreado reduz a possibilidade de investimentos e prejudica serviços essenciais à população, que acaba pagando a conta duas vezes. A falta de responsabilidade na gestão dos recursos públicos evidencia – dada a ausência de consciência daqueles que só pensam em si e em como fazer para se perpetuar no poder – a urgência da criação de mecanismos mais rígidos de controle e transparência, evitando que os cidadãos arquem com os custos de administrações eivadas de desmandos e má condução orçamentária.




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