Sem maioria Governo ensaia aproximação com vereadores, mas a unidade na ala independente é mantida
FOTO: Celso Luiz/DGABC

Único dos sete prefeitos do Grande ABC a não contar com maioria na Câmara, Taka Yamauchi (MDB) segue com apenas seis dos 21 vereadores em Diadema, ainda em modo de espera pela governabilidade garantida. O Paço adota a estratégia de convencer individualmente cada integrante do G10 – grupo de dez parlamentares independentes –, porém, apesar de algumas sinalizações, a unidade do bloco segue mantida.
De acordo com interlocutores da gestão emedebista, existem dificuldades de atrair o G10 por conta de algumas lideranças, que não teriam o mesmo espaço antes adquirido com o ex-prefeito José de Filippi Júnior (PT). Por sua vez, integrantes do bloco apresentam outra queixa, que é ter à disposição nas negociações uma abertura aquém dos seis vereadores governistas dentro da máquina pública.
Tal situação inviabiliza o desmanche da ala desgarrada do Paço, assim mantendo um cenário desafiador a Taka para aprovação de projetos. Até por essa razão, o prefeito mandou apenas uma proposta ao Legislativo na iminência de completar o terceiro mês no comando da cidade, conforme noticiado pelo Diário no último sábado (22), a respeito da legislação referente ao Conselho Tutelar.
Presidente da Câmara e integrante do G10, Rodrigo Capel (PSD) avalia que Taka já optou por privilegiar apenas a sua base. “O governo tem as preferências de quem quer contar e quem não quer contar. O que me parece é que neste momento, não há intenção alguma no G10. Mas é do jogo, é democrático e de direito. E a gente quer o melhor para Diadema, seguimos para o que for bom para Diadema, vamos fazer coro a favor, e o que for ruim, certamente seremos contra”, apontou.
No entendimento do G10, a gestão Taka apostará no desgaste do grupo perante a população, ao menos enquanto houver a “lua de mel” da gestão nas ruas neste início de mandato no governo.
Por sua vez, aliados de Taka enxergam uma aproximação de pelo menos cinco dos dez vereadores do grupo, mas admitem dificuldades em quebrar a unidade. Por essa razão, os governistas se restringem a Fernanda Durães, Cabo Angelo (ambos do MDB), Juninho do Chicão, Companheiro Sérgio (os dois do Progressistas), Márcio Júnior (Podemos) e Reinaldo Meira (Solidariedade), com um apoio extraoficial do petista Jeferson Leite, que já se encontra em atrito com o PT por conta da aproximação com o emedebista.
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