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Avanço contra o câncer

21/03/2025 | 09:50
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A decisão de São Bernardo de ampliar a faixa etária para mamografias no SUS (Sistema Único de Saúde), tornando-a cidade pioneira no Brasil, é avanço significativo na prevenção do câncer de mama. Com a inclusão de mulheres entre 40 e 74 anos no rastreamento, antecipando em dez anos o acesso ao procedimento, o município atende recomendações de especialistas e garante acesso a exame essencial para o diagnóstico precoce. A detecção em estágios iniciais amplia as chances de tratamento eficaz, reduzindo complicações e mortalidade. A iniciativa corrige lacuna na rede pública, onde muitas pacientes antes eram diagnosticadas tardiamente, o que dificultava a recuperação e aumentava a sobrecarga do sistema.

São inúmeras as vantagens do novo protocolo são-bernardense. A ampliação da faixa etária também reduz desigualdades no atendimento médico. Enquanto mulheres com planos de saúde realizam o exame conforme recomendação médica, pacientes do SUS estavam limitadas a intervalo restrito. Isso criava um cenário no qual apenas parte da população conseguia detectar o câncer em fase inicial, enquanto outra parcela, por falta de exames acessíveis, recebia o diagnóstico já em estágio avançado. Com a nova medida, mais de 80% das moradoras da cidade entre 40 e 74 anos terão a oportunidade de realizar a mamografia periodicamente, promovendo equidade no cuidado à saúde e melhorando os indicadores de tratamento.

Embora a recomendação do Inca (Instituto Nacional de Câncer) ainda seja restrita a intervalo menor, especialistas apontam que a nova abordagem pode salvar muitas vidas. A expansão do rastreamento determinada por Marcelo Lima, além de contribuir para a redução da mortalidade, reforça a necessidade de revisão nacional das diretrizes para a prevenção do câncer de mama. O exemplo de São Bernardo pode incentivar outras cidades a adotarem políticas semelhantes, beneficiando ainda mais mulheres em todo o Brasil. A ausência de financiamento federal para a ampliação do programa não impediu a administração municipal de investir na iniciativa, demonstrando a importância da priorização da saúde pública. O esforço valerá a pena.

DGABC



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