Economia brasileira Apesar das reduções, as projeções da pasta estão sensivelmente acima das medianas do relatório Focus
FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério da Fazenda diminuiu a sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro este ano, de 2,5% para 2,3%. A estimativa para 2026 caiu de 2,6% para 2,5%. As informações constam da grade de parâmetros publicada pela SPE (Secretaria de Política Econômica) nesta quarta-feira.
Apesar das reduções, as projeções da pasta estão sensivelmente acima das medianas do relatório Focus, que indicam alta de 1,99% para o PIB em 2025 e de 1,60% em 2026.
"Após a aceleração projetada para o primeiro trimestre na margem, o PIB tende a desacelerar, ficando próximo da estabilidade no segundo semestre", diz a SPE, sobre 2025. "A desaceleração do crescimento frente a 2024 repercute a redução dos estímulos vindos dos mercados de crédito e trabalho em função do patamar mais contracionista da política monetária e o aumento das incertezas e da volatilidade devido ao acirramento das tensões comerciais e geopolíticas no mundo."
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A Fazenda espera crescimento de 1,5% para o PIB no primeiro trimestre, na margem, após alta de 0,2% no quarto trimestre. A aceleração deve ser puxada pelo PIB agropecuário, com crescimento de 12,8%, após queda de 4,5% no trimestre anterior.
"Esse forte avanço do PIB agropecuário repercute a expectativa de maior produção de soja, milho e arroz em 2025, grãos colhidos, em grande parcela, no primeiro trimestre", diz a SPE.
A pasta prevê aceleração também dos serviços (0,2% para 0,3%), puxada pelo reajuste do salário mínimo e por atividades ligadas à agropecuária, e desaceleração no PIB da indústria (0,2% para -0,2%), associada a uma queda da indústria de transformação.
Apesar da aceleração na margem, a SPE espera que o crescimento do PIB arrefeça na comparação interanual, de 3,6% no quarto trimestre para 3,0%. Nas aberturas pelo lado da oferta, a pasta prevê recuperação do agro (-1,5% para 11,0%) e desaceleração na indústria (2,5% para 2,2%) e serviços (3,4% para 2,1%).
No acumulado do ano, a SPE estima alta de 6% do PIB agropecuário, de 2,2% no PIB da indústria e de 1,9% nos serviços.
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