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Estratégia para desocupar imóvel invadido é definida

Reunião com vereadores, invasoras, forças de segurança e órgãos municipais ocorreu ontem

12/03/2025 | 09:36
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Reunião entre forças de segurança militar, civil e municipal com lideranças do Movimento Olga Benário, grupo responsável por invadir prédio particular na Rua José Benedetti, área nobre de São Caetano, e advogados do proprietário do imóvel aconteceu na última terça-feira (11) na sede do Centro de Gerenciamento de Emergências. A agenda definiu as ações para cumprimento do mandado de reintegração de posse expedido pela 4ª Vara Cível em 21 de janeiro.

A desocupação que deveria ter ocorrido no dia 18 do mês passado foi postergada após a PM (Polícia Militar) se recusar a cumprir ordem judicial do magistrado José Francisco Matos sob a justificativa de ser “complexa”, por isso, cuidado extra seria necessário para “evitar danos colaterais”. No despacho o juiz autorizou uso da força. Após entendimento entre a corporação e advogados, a Justiça acatou pedido do comando e dilatou o prazo até sexta-feira (21).

De acordo com Odair Filomeno, defensor de Manoel José Afonso no processo, ficou acordado na agenda multilateral de ontem a logística e suporte disponibilizados. “A PM fixou o prazo até o dia 21 e tentou convencer o grupo a deixar o espaço voluntariamente. Ficou acertado que na data da reintegração, nos próximos dias, serão disponibilizados ambulância e caminhão para retirada dos pertences, interdição de ruas, fechamento de escolas e proibição da circulação de pedestres”, explicou. A Guarda Civil Municipal estará de prontidão para dar apoio. O Conselho Tutelar e outros órgãos municipais acompanharão a ação. O Diário apurou que a reintegração será realizada antes do fim do prazo.

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Fábio Soares (Republicanos), presidente da comissão especial que acompanha a invasão, disse que na agenda o capitão da PM Ronaldo Sales de Santana buscou convencer o grupo a deixar o local de forma “amigável”. Entretanto, mais uma vez, “as invasoras teriam se recusado e dito que não saem de lá sem luta”.

Bruna Biondi (Psol), apoiadora do movimento, alegou ter sido “convidada pelo comandante da PM no entendimento de que poderia cumprir uma função de mediação”.

Instada, a PM não se pronunciou. O silêncio também foi mantido por Larissa Mayumi, líder do movimento. A Prefeitura informou “que o processo de reintegração de posse está sendo conduzido pela Polícia Militar”.




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