Palavra do Leitor Cidadão andreense
Deparei-me com a notícia de que o inelegível é “o mais novo cidadão andreense” (Cena Política, dia 8)! Cidadão honorário! Do jeito que vão as coisas, se um nobre vereador propuser esse título (antigamente era uma honraria) à Lua ou ao Sol, os nobres colegas aprovarão! Sugiro apressarem a entrega, porque ele, indiciado com contundentes provas de tentativa de golpe de Estado (estaríamos revivendo a Ditadura Militar), pode se refugiar numa embaixada, fugir do País ou mesmo a entrega ser feita numa unidade prisional!
João Paulo Mendes Parreira
São Caetano
Anistia
Por que não conceder anistia para os seres humanos do 8 de Janeiro? Porque, na minha modesta opinião, crime político não foi cometido, pois dos fatos checados com muito cuidado observa-se que a intenção dos manifestantes era tão somente contestar os resultados da eleição de 2022, que hoje temos clareza do ocorrido. Portanto, só temos no poder políticos e magistrados de toda espécie com passados sem nenhuma dignidade para exercer o comando da Nação. Quanto ao aludido golpe, deve ser documentado não só pela vontade de quem o tenta decretar, devendo ser devidamente comprovado através de imagem (que hoje sabemos ter sido cerceada), da existência de segurança nos moldes ditadas pelas leis e portarias, de responsabilidade legal dos que estavam no poder desde o período de transição. Não deve ser anistiado em sua maioria porque realmente não houve crime político e tão pouco golpe para tomada de poder. Se existiu golpe, o mesmo nunca foi do interesse dos incriminados que se encontravam na frente dos órgão públicos de posse da Bandeira Nacional (verde, amarela, azul e branca, com os dizeres Ordem e Progresso), com objetos de uso pessoal e até de higiene e com a esperança de nossos militares honrarem as vestes que os identificam.
Antonio Carlos Ribeiro
São Caetano
Racismo
‘Luighi sugere exclusão do Cerro Porteño da Libertadores sub-20 por caso de racismo’ (www.dgabc.com.br). Mais um ato lamentável de racismo no futebol esse no Paraguai, no jogo de quinta-feira, pela Libertadores sub-20, em que o atacante Luighi, do Verdão, foi a vítima. Dois fatos devem ser destacados. Primeiro a mediocridade de um repórter da própria Conmebol, que, para proteger o presidente da entidade, Alejandro Dominguez, que é paraguaio, se omitiu ao não perguntar ao Luighi, na entrevista concedida logo após a partida, sobre o triste e repugnante episódio. O segundo fato é que um garoto de apenas 18 anos teve a grandeza e lucidez de reagir à omissão do repórter. Ficará eternizada nos anais do futebol essa defesa contundente e oportuna que fez sobre este crime bárbaro. Na entrevista, repórter pergunta: ‘Como foi esse jogo?’ Luighi, perplexo, diz: ‘Você não vai perguntar sobre o ato de racismo que ocorreu comigo? É sério? Até quando vamos passar por isso? O que fizeram comigo é crime, não vai perguntar isso? E vai me perguntar sobre o jogo? E a Conmebol vai fazer o que sobre isso? É um crime que ocorreu! Hoje, isso aqui é formação (de atletas), estamos aqui para aprender”! Nossos aplausos a este garoto pela forma adulta, sensata e emocionante como reagiu a mais esse lamentável fato de racismo. E, com o silêncio de estarrecer da Conmebol, fez bem também a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, de recorrer, se necessário, até à Fifa para que haja punição aos já identificados torcedores e também ao clube Cerro Porteño.
Paulo Panossian
São Carlos (SP)
Neymar
‘Timão bate Santos sem Neymar e vai para a final do Paulistão’ (Esportes, ontem). Contundido, Neymar não disputou a semifinal do Paulista contra o Corinthians na Neo Química Arena. Esse é o Neymar sendo Neymar.
Vanderlei Retondo
Santo André
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