Dia das mulheres Resiliência é necessária para enfrentar cenário desigual na comparação com os homens
FOTO: Divulgação

Amigas, mães e profissionais ativas, a gerente financeira Andreia Difolco, 48 anos, e a advogada Pamela Parpinelli, 39, ambas de Santo André, resolveram desafiar um cenário que na maioria das vezes se mostra hostil às mulheres no mercado de trabalho. Levantamento organizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) mostra que no Brasil elas recebem menos e têm um percentual maior de desocupação que os homens. Mesmo assim, ainda chefiam 49,1% dos lares brasileiros e respondem por 92% das residências em que apenas um adulto vive com os filhos, sem a presença de um cônjuge.
Em 2019, a dupla montou uma empresa de venda de acessórios, com o “desejo de aumentar a renda e conquistar um pouco mais de qualidade de vida”, além de “impulsionar, acolher e fortalecer o sonho de outras mulheres que estavam na mesma busca por liberdade financeira e realização pessoal”, segundo definição de Pamela.
A elas se juntaram outras duas sócias, a administradora Nathalia Paladini, 39, e a bancária Ayeska Palazzini, 44. Hoje elas contam com um time de 40 mulheres, que atuam revendendo produtos com preços que variam de R$ 9,90 a R$ 99. E obtiveram um faturamento de R$ 380 mil no último ano.
O quarteto sonha mais alto. “Queremos aumentar nosso guarda-chuva de mulheres independentes e, claro triplicar o faturamento”, afirma Ayeska, destacando ainda o desejo de crescimento do time de revendedoras. “Nossa condição de parceria financeira é o grande atrativo, nossas consultoras podem chegar a 50% de comissão”, afirma a empreendedora.
“O sonho de muitas mulheres se torna possível e, mais do que isso, elas se tornam protagonistas de suas próprias histórias. Porque, afinal, a verdadeira potência feminina nasce quando mulheres se unem para transformar sonhos em realidade”, diz Pamela.
DADOS
O estudo do Dieese se baseia em números relativos ao terceiro trimestre de 2024 da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua e no Censo 2022, ambos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). E mostra que 3,7 milhões de mulheres estavam sem trabalho e em busca de uma colocação no mercado no mês de setembro. E que a taxa de desocupação feminina era de 7,7%, contra 5,3% para os homens, ficando ainda mais complicado quando se tratam de mulheres negras, chegando a 9,3%. índice muito maior que o dos homens negros (4,4%).
No quesito remuneração, segundo o Dieese, as mulheres ganharam em média R$ 762 a menos que os homens. Em termos percentuais, cerca de 22% abaixo deles. Entre as pessoas com ensino superior, a diferença salarial foi de R$ 2.899. Abordando diretores e gerentes, a diferença entre homens e mulheres foi de R$ 3.328, o que equivale a cerca de R$ 40 mil em um ano
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.