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Pai de adolescente de São Bernardo morto em acidente de ônibus pede justiça

Família critica motorista por imprudência e empresa por demora na prestação de assistência às vítimas; Levy Gabriel Cardoso do Nascimento, de 13 anos foi enterrado na manhã desta sexta-feira (7)

Gabriel Gadelha
Especial para o Diário
07/03/2025 | 11:37
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O corpo de Levy Gabriel Cardoso do Nascimento,13 anos, foi sepultado na manhã desta sexta-feira (7) em São Bernardo, sob forte comoção. O adolescente morreu no acidente com um ônibus que tombou em uma ribanceira na madrugada de quinta-feira (6), no km 98 da Rodovia Presidente Dutra, em Pindamonhangaba, interior de São Paulo.  

O velório reuniu dezenas de familiares, amigos e colegas de escola. Emocionado, o pai do garoto, Daniel Araújo do Nascimento, 42, destacou o carinho que o filho recebia. “No velório dele, você vê o tanto de crianças que veio prestar essas últimas homenagens. Ele era uma criança alegre. Não tem como lembrar dele com coisa ruim, só coisa boa”, disse.  

A despedida de Levy ocorreu das 8h às 10h no Cemitério Bairro dos Casa, na Rua Leonel Guarnieri, 1, em São Bernardo. O pai contou que o filho sonhava em ser jogador de futebol. “Como tantos adolescentes, ele tinha esse sonho. Infelizmente, foi interrompido.”  

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O garoto viajava com o pai de volta para casa, em São Bernardo, após uma visita aos avós no Rio de Janeiro. O ônibus transportava 45 passageiros e deixou ao menos 25 pessoas feridas, que foram encaminhadas para hospitais da região. A Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Civil investigam as causas da tragédia.  

Segundo Daniel, que é motorista de ônibus, o condutor teria cochilado e ultrapassado o acostamento, atingindo uma estrutura de concreto, ele conta que o motorista tentou manobrar o veículo três vezes. "Na terceira vez, o ônibus perdeu o controle, derrapou e tombou", relatou.  

O pai afirma não ter dúvidas sobre a responsabilidade do condutor. “Tenho certeza que foi imprudência. Em vez de parar o ônibus e deixar a gente descer em segurança, ele tentou seguir. Eu sou motorista, a gente sabe quando e o que fazer.” Para ele, o motorista não estava atento ao trajeto. "Porque ninguém ultrapassa o acostamento e sobe no guard rail em sã consciência."  

Daniel também criticou a Viação 1001, empresa responsável pelo transporte dos passageiros, alegando que a empresa demorou a prestar assistência e não deu suporte nenhum às vítimas . “Eu cheguei no hospital às 4 horas da manhã, eles foram chegar lá para tentar ajudar quase meio-dia”, afirmou.  

A família agora busca responsabilização pelo caso. “ É um sentimento de frustação e revolta. Quero justiça para o meu filho, se tiver justiça, porque neste País o que não tem é justiça", desabafou o pai.




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