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Vereador entra no MP-SP por falta de água em Mauá

Ação cobra da empresa uma solução aos problemas de abastecimento no Oratório

Bruno Coelho
06/03/2025 | 08:43
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FOTO: Celso Luiz/DGABC
FOTO: Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 Os moradores do Jardim Oratório, em Mauá, sofrem com torneiras secas e a necessidade de esperar por caminhões-pipa para ter o direito à água. Segundo relatos, o problema de abastecimento no bairro chegou a perdurar por aproximadamente 15 dias e o caso foi parar no MP-SP (Ministério Público de São Paulo), por meio de representação do vereador Wagner Rubinelli (Rede) contra a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). A empresa afirma que a região está agora com o serviço normalizado e que será contemplada no plano de investimentos, para melhorias previstas até janeiro de 2026.

De acordo com os residentes, o Oratório tem um longo histórico de falha no fornecimento nas caixas d’água desde a Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá). Entretanto, os moradores garantem que a situação piorou nos últimos tempos, a partir do momento em que a Sabesp assumiu o atendimento pela cidade. Por essa razão, não são raros os vereadores na Câmara de Mauá, em dias de sessões, a reclamar da empresa.

Rubinelli pontua que a Sabesp “não atende com a devida atenção” aos pedidos de informações do Legislativo sobre as denúncias de transtornos por parte dos moradores. “Esse problema da falta de água e o drama dos caminhões-pipa no Oratório ocorrem há cerca de dez anos e nunca foi apresentada uma solução. Com a Sama, havia a teoria de que Mauá não pagava a água e, por isso, a Sabesp cortava. Mas agora vimos que isso era um mito”, explica o parlamentar.

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Segundo o vereador, o pedido de ajuda ao MP-SP é uma forma mais efetiva de cobrar medidas à concessionária. O documento aponta que a instabilidade na distribuição de água em partes elevadas ainda persiste sob gestão da Sabesp e cobra a apuração de eventuais irregularidades no abastecimento do Oratório, em ruas como Maringá, Ouro Preto e Barretos. O parlamentar também pede medidas para regularização do fornecimento de água, evitando interrupções constantes e dando fim às necessidades rotineiras pelos caminhões-pipa.

Enquanto não há solução, o Oratório passa por transtornos, como é o caso da dona de casa Gilvânia Rodrigues Ferreira Batista, 44 anos, moradora da Rua Maringá há mais de uma década e que relata a falta de água a partir das 5h da manhã até a noite seguinte. “Neste feriado (de Carnaval), a minha família de Minas Gerais queria vir aqui para passear e eu barrei, porque a gente não pode receber visitas. Não podemos fazer um aniversário aqui, não podemos fazer uma confraternização, porque temos medo de gastar água e depois não vir. Então é um sofrimento”, afirma.

Maria das Graças Araújo, 39 anos, diz que por ora o serviço está normalizado, mas ainda tem nas memórias recentes a necessidade de lavar as roupas da família e tomar banho junto à filha com necessidades especiais na casa da mãe. “A gente chegou a ficar 15 dias sem água. Ligávamos para a Sabesp, que não atendia. Se a gente não tem contato para arrumar um caminhão-pipa, não consegue água. Aí vinha (a água), enchia (a caixa), ficava uns três ou quatro dias, não enchia de novo. A gente precisava levar as roupas para lavar à casa da minha mãe, onde tomávamos banho”, recorda.

A Sabesp informa que o Oratório está contemplado no pacote de investimentos de R$ 166 milhões, visando à construção de três novos reservatórios para as regiões mais elevadas, a exemplo do bairro, que juntos terão capacidade para armazenar 12 milhões de litros, além da implementação de 27 km de redes de reforço na distribuição e da instalação de três novas estações de bombeamento. Desse modo, os problemas, tão antigos no bairro, seriam sanados.




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