Memória Na apuração nas duas mais antigas cidades carnavalescas do Grande ABC deu a lógica e sobrou uma incógnita

GRANDE ABC
Reunir os sambistas do Grande ABC inteiro e registrar todos os enredos seria uma tarefa fantástica que somente um projeto coletivo poderia tocar e desenvolver.
Cf. coluna Memória, Carnaval de 1995.
A apuração do Carnaval 1995 em Santo André foi realizada no Ginásio Pedro Dell’Antonia. Permanecia a pendência do Carnaval 1994, a dúvida sobre a legítima campeã, Ocara ou Vila Alice?
A incógnita ficava por conta de São Bernardo: quem seria a Dama de Vermelho da escola campeã, a Camisa Vermelha e Branca, na apuração realizada no ginásio do Baetão.
SANTO ANDRÉ
Importante que no Carnaval de 95 não houve impugnações em Santo André.
Série Ouro - Ocara, com o tema “Sol, a mágica luz da vida”, voltava a vencer, com a Mocidade Fantástica de Vila Alice em segundo lugar. Seguiram-se: Mocidade Independente Cidade São Jorge em terceiro, Leões do Vale em quarto e Vila Palmares em quinto. Série Prata – Beleza Pura campeã com o tema “Hoje a estrela sou eu”; Lírios de Ouro em segundo, Arranco da Folia em terceiro e MUSA em quarto. SÃO BERNARDO Camisa Vermelha e Branca, com o samba-enredo “Talismã”, conquistou o terceiro título entre as escolas de Samba. Unidos da Vila, campeã em 1994, ficou em segundo e a tradicionalíssima Rosas Negras em terceiro. Entre os blocos, Unidos de São Bernardo chegou ao tetracampeonato, seguido por Água Viva e Oásis. Saudades das tradicionais Unidos do Taboão, Acadêmicos do Baeta e Acadêmicos de Vila Vivaldi, que não desfilaram em 1995. RIO DE JANEIRO No Rio, Imperatriz Leopoldinense chegava ao seu quinto título com um samba-enredo de título quilométrico: "Mais vale um jegue que me carregue, que um camelo que me derrube… lá no Ceará!". Crédito da foto 1 – Koldeway A.C./Banco de Dados Crédito da foto 2 – Koldeway A.C./Banco de Dados MANCHETE – Ocara e Camisa Vermelha e Branca vencem o Carnaval 95, estampava em primeira página o Diário, edição de 3 de março daquele ano DIÁRIO HÁ 30 ANOS Domingo, 5 de março de 1995 – Edição 8953 ESPECIAL – Suspense e perigo perseguiam os usuários do trem que liga as estações Luz e Rio Grande da Serra às 23h35. Entre o pessoal que trabalha nas estações, o último trem era chamado de “cata mendigo”. Reportagem: Danilo Angrimani, com fotos de Rivaldo Gomes. EDITORIAL – Escassez de ideias. Piscinões do prefeito Antonio Dall’Agnese (São Caetano) mostram que existem soluções baratas e eficazes para os problemas da região. A vida nacional Corajoso foi o articulista do jornal O Estado de S. Paulo ao escrever, na capa do jornal, em 1905, o artigo crítico frente à distribuição dos títulos de coronéis pelo novíssimo governo republicano, herança dos tempos imperiais. Aos chefes políticos eram concedidos os títulos de tenente, capitão, major, tenente-coronel e coronel, com o apêndice “da Guarda Nacional”. O chamado coronelismo caracterizava-se por uma pessoa que detinha o poder econômico e exercia o poder local por meio da violência e trocas de favores. A história dos almanaques provavelmente generaliza. Seriam todos os “coronéis” violentos? Hygino Baptista de Lima, neto do coronel Oliveira Lima, e que foi prefeito e vice-prefeito de São Bernardo, por certo não concordaria com a história. O certo é que a manifestação do articulista do Estadão deve ter produzido muitos comentários em sua época, mas o coronelismo só cairia oficialmente com a Revolução de 1930, mas não é difícil localizar, até hoje, os “coronéis” sobreviventes nas políticas públicas, tanto na direita, esquerda e Centrão, inclusive aqui no Grande ABC. Segue-se, condensado, o artigo que o Estadão publicou em 6 de junho de 1905. O coronelismo A nossa guarda nacional, tão famosa na história e na legenda, é uma instituição morta e sepultada. Matou-a cruelmente o despudor dos politiqueiros. Sepultou-a sem pena, sob a pesada imagem do passado, a irreverente ironia popular. E não ressuscitará mais, apesar dos esforços que para tal fazem uns tantos ingênuos que ainda acreditam em almas do outro mundo. Ninguém se iluda com o nosso coronelismo. PP EM 5 DE MARÇO DE... 1910 - Lei municipal nº 53 obrigava a matança geral de animais para o consumo público do Município no Matadouro Municipal de São Bernardo e seus complexos. Lei municipal nº 55 dava nomes aos cemitérios do Grande ABC. Lei aprovada pela Câmara Municipal em 28 de fevereiro e promulgada nesta data pelo prefeito Alfredo Flaquer: Villa - Cemitério Municipal (atual Vila Euclides)
Ypiranguinha - Cemitério de Santo André (atual Cemitério da Saudade)
Ribeirão Pires - Cemitério São José
Estação Rio Grande - Cemitério Santa Cruz (atual São Sebastião)
Alto da Serra - Cemitério Bom Jesus
1940 - José Honório de Castro, o Zezinho, nasce em Registro (SP). Vem para São Caetano em 1957. Fotógrafo profissional. Atuou na Prefeitura e oferece à está página Memória uma série de fotografias originais do seu acervo. 1970 - São Caetano anunciava a reforma na Praça dos Estudantes. Nas ondas do rádio Canta Itália Presença da cantora Rosa Ávilla no programa nº 314, seis anos no ar. Médica e cantora, Rosa sai-se bem nos dois campos. No Momento Memória, a história da família Zampol em Ribeirão Pires. Nesta data, 5 de março do ano de 1854, nascia na Itália Domingos Zampol, patriarca dos Zampol entre nós. Crédito da foto 4 – Brasilitalia Web Rádio NASCE UMA ESTRELA - É um grande prazer carregar dentro de mim estas duas artes: a arte de cuidar das pessoas e a arte de entreter com meu canto e música HOJE Dia do Filatelista Brasileiro Dia Nacional da Música Clássica Dia da Integração Cooperativista MUNICÍPIOS BRASILEIROS No Estado de São Paulo, hoje é o aniversário de Ilha Comprida, Lourdes e Ribeirão Bonito. Pelo Brasil: Bom Jardim (RJ), Bom Jardim da Serra (SC), Caraúbas (RN) e Couto de Magalhães de Minas (MG). Quarta-feira de Cinzas 5 de março Início da Quaresma e da Campanha da Fraternidade, tempo de penitência e conversão. Ilustração: Canção Nova (divulgação)



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