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Jovem que matou mãe em Santo André pode ter pena de 40 anos; veja detalhes do crime

Segundo o delegado do caso, uma bronca motivou o feminicídio

04/03/2025 | 12:23
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FOTO: Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O caso de Bryan Ferraz, 18 anos, que matou a própria mãe, Sandra Maria Ferreira, 61 anos, no Parque Novo Oratório de Santo André chocou o Grande ABC nesta segunda-feira (3). Novas evidências sobre o crime vieram à tona a partir dos depoimentos do delegado do 2º Distrito Policial andreense, Roberto Von, junto ao Boletim de Ocorrência lavrado durante o flagrante e esclarecimentos da SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo). 

De acordo com o documento de B.O., o feminicídio aconteceu durante a tarde de segunda, em uma casa na rua Cáucaso. Ao chegar à residência, o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) já encontrou a vítima sem vida.  

À imprensa, o delegado Roberto Von declarou que, de fato, a motivação do crime partiu de uma discussão da mãe de Bryan sobre sua chegada à residência tarde e após um baile de Carnaval. Em testemunho no 2º DP, o pai de Bryan, Hernando de Oliveira, confirmou que o relacionamento entre o jovem e a mãe era conturbado e que, inclusive, tinha conhecimento de agressão anterior". 

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O CRIME

Tudo começou com um estrangulamento, após ofensas verbais. No chão, a mulher desmaiou. O assassino então pegou uma faca de cabo rosa e a esfaqueou, mas, ao quebrar a lâmina, empurrou a vítima escada abaixo. 

Percebendo que a mãe ainda estava viva, Bryan retornou ao pavimento superior do imóvel e pegou outra faca e aplicou novos golpes que causaram a morte de Sandra.  

"Ele me disse que queria começar o que começou. Foi muito frio. Contou com detalhes o ato bárbaro", destacou publicamente o delegado.  

De acordo com o Boletim de Ocorrência, Bryan decidiu se entregar à polícia, aconselhado por um amigo, que acionou o 190. "A equipe policial, ao adentrar a residência, localizou o corpo ao pé da escada com sinais claros de agressão e grande quantidade de sangue. (...) Bryan demonstrou frieza e em nenhum momento pareceu abalado pela ação praticada", detalha o texto do registro. 

A INVESTIGAÇÃO

O criminoso colaborou com o trabalho policial, indicando aos agentes onde a primeira lâmina quebrada e a segunda faca usada foram escondidas, por exemplo. 

Segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), um dos elementos cruciais da investigação é o celular do jovem, um iPhone 13, que foi apreendido. "A autoridade policial requisitou exames periciais", indicou por nota o órgão. 

O caso foi registrado como feminicídio no 2º Distrito Policial de Santo André. De acordo com o delegado, a pena para o episódio pode chegar a 40 anos. 




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