Reunião Funcionários se reuniram no Sindicato dos Metalúrgicos para determinar as ações que serão tomadas contra a empresa
FOTO: Adonis Guerra/SMABC

Os trabalhadores da Movent, de Diadema, pretendem ir à Justiça do Trabalho e, entre outras ações, pedir a penhora de bens da empresa para quitação de direitos. A fábrica está com a produção paralisada desde janeiro por falta de matéria-prima e outros insumos. Ontem foi realizada uma plenária no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Funcionários seguem acampados em frente à fábrica para garantir que nenhum material seja retirado de dentro local.
O presidente do sindicato, Moisés Selerges, criticou a administração da Movent e reforçou que a decisão dos Metalúrgicos do ABC precisa ser assertiva. “A situação poderia ser outra, porque sabemos que a empresa tem capacidade de produzir, tinha uma carteira boa de clientes. Mas precisamos ser realistas e pragmáticos, vamos tomar as medidas necessárias”.
“Diante de tantos problemas, nós resolvemos, mais uma vez, convocar trabalhadores para encaminhar novas ações junto à Justiça do Trabalho. Faremos o pedido de penhora de bens e por fim, se for o caso, vamos entrar com o pedido de falência para garantir os direitos desses trabalhadores”, esclareceu o coordenador da Regional Diadema do sindicato, Antonio Claudiano da Silva. “Vamos lutar até o fim para garantir que os bens sirvam principalmente para pagar as verbas devidas a esses trabalhadores e trabalhadoras. Precisamos estar unidos, firmes no propósito e seguindo as orientações do Sindicato”, prosseguiu.
Segundo o sindicato, a crise começou em julho de 2018, quando a empresa Dana foi adquirida pelo Grupo Movent. Os atrasos salariais e o não pagamento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) passaram a ser frequentes. Além disso, outros problemas como atrasos em salários, férias, 13º, PLR (Participação nos Lucros e Resultados), plano médico e demais direitos também se tornaram rotina.
No início de 2023, a empresa mantinha cerca de 440 trabalhadores, contudo, a partir de abril daquele ano, passou a reduzir drasticamente o número de metalúrgicos. Foram 282 demissões em diferentes períodos do ano sem pagamento das verbas rescisórias. Ainda em 2023, a autopeças ingressou com um pedido de recuperação judicial.
Em 2024, de acordo com o sindicato, a empresa voltou a demitir em massa trabalhadores, com a mesma postura de não pagamento de direitos. Ao longo de todo este período, foram vários acordos celebrados entre Sindicato e Movent, jamais cumpridos integralmente pela empresa.
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