Setecidades Titulo Memória

Uma caixa. Um gibi. Um postal. Autógrafos. Vigilante... Rodoviário.

Antonio de Andrade, Diaulas Ullysses, José Roberto Diniz, José Roberto Fornazza, Júnior Cheid, Luiz Domingos Romano. Eles contam a história do herói das estradas

27/02/2025 | 08:00
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A música tema de o Vigilante Rodoviário foi composta por Ary Fernandes e gravada pelos Titulares do Ritmo.

Qual a ideia? Promover uma sessão cinematográfica passando filmes do “Vigilante”. Diaulas sugeriu o Cine Lyra, em Paranapiacaba. Andrade achou ótimo. E nós estamos na torcida. Quem sabe Memória tenha novidades pra quando o Carnaval... terminar.

Enquanto isso, seguem mais imagens do rodoviário Carlos Miranda, reunidas pelo Romano. E numa caixa, adquirida pelo cineasta Diaulas, todos os filmes que foram salvos da série Vigilante Rodoviário.

Professor Andrade faz várias observações:

Considero importante, para nós do Grande ABC, o primeiro episódio da série (‘O diamante Gran Mongol’) que estreou na TV Tupi em 3 de janeiro de 1962, com várias cenas filmadas na Via Anchieta e na Estrada Velha do Mar. 

O saudoso amigo Antônio Leão publicou, na Coleção Aplauso da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo (Imesp), uma excelente biografia do diretor da série: Ary Fernandes (1931/2010). 

A ideia inicial era filmar toda a série na Via Anchieta. Não foi possível por causa da bruma, neblina ou cerração, fenômeno que persiste. 

O livro sobre o diretor Ary Fernandes, com várias fotos e informações sobre a série, está disponibilizado gratuitamente na Internet.

Crédito das fotos 1, 2, 3 e 4 – Luiz Romano (divulgação) e Diaulas Ulysses

1 – Vigilante Rodoviário ganhou uma revista em quadrinhos na década de 1960 (Editora Outubro), exemplar da coleção de José Roberto Diniz.

2 – Autógrafo guardado por José Roberto Fornazza, de Jundiaí: e como o Vigilante ficava feliz ao ser abordado pelos fãs

3 – Postal distribuído por Carlos Miranda: ao fundo, o Vigilante em ação; em primeiro plano, o eterno policial das estradas

4 – Caixa com os filmes da série, coleção do acervo do cineasta Diaulas Ulysses: em cada episódio as emoções vividas pelos meninos dos anos 1960  

DIÁRIO HÁ 30 ANOS

Domingo, 26 de fevereiro de 1995 – Edição 8947

CARNAVAL 95 – Bloco da Terceira Idade de São Bernardo anunciava apresentação no Centro da cidade na segunda-feira. Em pauta: marchinhas e os grandes bailes de máscaras dos carnavais do passado.

O bloco foi formado em 1991 por Páscoa Rossi; Nobuyuki Tanaami era o componente mais velho, com 77 anos. Tocava tamborim.

EM 26 DE FEVEREIRO DE...

1905 – Naquele domingo, o esporte mostrava diversificação em São Paulo, com futebol, luta romana, pelota (seria uma espécie de bocha?), rowing (regatas de remo) e... peteca!

A peteca era popularíssima, com várias equipes: Fuscella, Nhonhô, Nicolau, Donato, Turvillo e CA Francisco.

Roma, 26 – Chovia em Bari. Casas ameaçavam ruir. Habitantes fugiam apavorados da cidade.

1920 - Engenheiro e professor Carlos Galante nascia no bairro do Brás, em São Paulo. Depois mudou para Santo André e aqui fez sucesso com uma obra didática nacional: os livros sobre "Matemática Moderna", que tanto sucesso alcançaram nas décadas de 1950, 1960 e 1970.

O professor Galante faleceu em 2003. Além dos livros didáticos deixou um livro autobiográfico, dos mais bem escritos e ilustrados que “Memória” teve oportunidade de divulgar.

 

Crédito das fotos 5 e 6 – Divulgação

EXATAS E HUMANAS. Um livro da coleção Matemática Moderna e sua autobiografia: Carlos Galante ofereceu à Memória fotos originais publicadas no livro sobre os 50 anos do Semasa (1969-1919)

1970 - Instalada a Terceira Vara Cível do Tribunal de Justiça em Santo André.

Clube Bochófilo de Santo André sagrava-se campeão estadual de basquete juvenil feminino ao vencer o São Bernardo por 41 a 38. O jogo foi em São Caetano.

1985 - Falecia Ismael Emiliano da Silva, o "Ismael da Farmácia", uma das figuras mais queridas de São Bernardo. Desde junho de 1941 residia na cidade, onde hoje é nome de rua por indicação do vereador Gilberto Frigo.

O crime que abalou a 

Estação Rio Grande – final

O assassinato de Rabelo Lobo na Estação Rio Grande (da Serra) em 17 de fevereiro de 1905 mexeu com a região naquele início do século XX, por todos os detalhes que envolveram o crime.

Os principais acusados seriam imigrantes italianos. A vítima era homem de posses, hoje seria chamado empreendedor. Levava grandes somas de dinheiro sempre consigo, por não acreditar em instituições financeiras. A prisão dos culpados foi imediata, envolvendo populares.

O relato dos acontecimentos mereceu amplo destaque no jornal “O Estado de S. Paulo”, autoria do correspondendo do Estadão em Rio Grande. As duas primeiras partes publicamos ontem e anteontem. Hoje, o epílogo.

A PRISÃO

Em uma encosta escura e cheia de crisciúmas (capim que crescia à beira dos rios e riachos) foram os bandidos encontrados. Tentaram resistir. Uma carga de espingarda os fez render. Daí em diante indescritível dizer-se o que se passou; graças à prudência de alguns é que não se deu o linchamento, tal era a exaltação.

Rocco Passos foi preso na Capital, graças às informações que obtivemos.

Domingos “de tal” refugiou-se pelos lados de Mogi das Cruzes.

José Lagama e Nicolau Lilo, presos, ao embarcarem (no trem que os levou à chefatura de polícia em São Paulo) prometeram um dia tirar a desforra. Disse um deles:

- Não hei de morrer na cadeia e vocês me pagarão.

O que podemos afiançar é que nem as suas orações e feitiçarias o valeram, se bem que a sua carteira se achava recheada dessas bugigangas.

São dignas de louvor as autoridades de Ribeirão Pires e São Bernardo, que imediatamente se puseram em campo.

HOJE

Dia do Agente Fiscal

Dia Nacional do Livro Didático

MUNICÍPIOS BRASILEIROS

Hoje é o aniversário de Aroazes (PI) e Xanxerê (SC).

São Gabriel da Virgem Dolorosa

27 de fevereiro

(Itália, Assis 1838 - Ancona 1862). Religioso da congregação da Paixão e Nosso Senhor Jesus Cristo, fundada por São Paulo da Cruz, ou seja, os passionistas.

Ilustração: Paróquia São Gabriel da Virgem Dolorosa, em Osasco (SP)

DGABC



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