Incongruências Getulinho usou do ‘comunicado relevante’ para conseguir driblar manobras dos aliados de Auricchio para barrar pauta e fazer a leitura em plenário
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A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Pronto Cardio, unidade especializada em atendimento cardiológico, inaugurada pelo então prefeito José Auricchio Júnior (PSD) no dia 14 de dezembro e que segue de portas fechadas, foi apresentada na tribuna da Câmara de São Caetano.
Autor da propositura. Getúlio de Carvalho Filho, o Getulinho (União Brasil), conseguiu driblar os vereadores aliados do ex-chefe do Executivo, que já derrubaram a pauta duas vezes. O unionista utilizou do expediente de ‘comunicado relevante’ e conseguiu ao fim da sessão de ontem fazer a leitura da CPI. “Requeiro à mesa diretora a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, com prazo de um ano, com a finalidade específica de investigar os motivos e responsabilidades acerca da inauguração intempestiva e do não funcionamento da unidade”, disse.
Getulinho, na tribuna, pediu, endosso dos governistas. Para a CPI ser colocada em votação são necessárias sete assinaturas. Além dele, apoiam a medida os vereadores Edison Parra (Podemos) e Bruna Biondi (Psol).
“Gostaria de perguntar aos senhores, não vou falar de medo, mas qual o problema em assinar o requerimento?”, questionou o parlamentar, ao complementar que o relatório de diagnóstico técnico partiu do governo do prefeito Tite Campanella (PL).
Parra, outro vereador interessado em apurar falhas na execução do projeto da unidade cardiológica, acredita que o requerimento de comissão especial - procedimento mais simples comparado com a CPI - deve ser lido na sessão do dia 11 de março, se não houver manobra do governo.
O líder do governo, César Oliva (PSD), diz que os pedidos são “afobados” e que o “estudo técnico não foi feito para embasar CPI, mas sim para definir o futuro da unidade”.
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