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Na estrada, o Simca 1959. Dirigido pelo Vigilante. Homenageado por Cezar Lívio. E por tanta gente mais. Bastava chamar por ele...

O dia em São Caetano que a Memória surpreendeu e emocionou o herói Carlos

26/02/2025 | 08:00
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Inspetor Carlos Miranda, promovido a tenente-coronel, herói da primeira série da TV brasileira, Vigilante Rodoviário, foi um dos primeiros a chegar ao pátio do Restaurante Florestal. Ele e seu Simca Chambord 1959, a bordo do qual policiava a Via Anchieta e outras rodovias, perseguindo facínoras, com o cão Lobo, e fazendo as delícias de uma juventude hoje mais do que adulta.

Cf. Memória, 6-10-2013

"Quando a gente tinha um evento e ele estava lá, ele chamava mais atenção às vezes até do que os protagonistas daquele evento. Para nós, ele sempre vai ser o eterno Vigilante Rodoviário Carlos Miranda".

DGABC

Hugo Araújo Santos, coronel comandante da Polícia Rodoviária de São Paulo, em entrevista ao portal de notícias da Globo.

Verdade. Carlos Miranda dominava os ambientes sem demonstrar estrelismo ou arrogância. Preservava a simplicidade e sua forma de cativar era natural, conforme constatou esta página Memória em setembro de 2013 durante o 32º encontro dos veteranos da Simca, Chrysler e Volkswagen Caminhões, no saudoso Florestal.

“Memória” participou do encontro a convite de um dos veteranos, Cezar Livio, o Carioca. Memorialista, artesão, estudioso, Carioca construiu um relógio com a foto do carrão dos filmes do Vigilante Rodoviário e presenteou o herói dos meninos da década de 1960.

Durante todo o tempo, no pátio do restaurante, Carlos Miranda tirou fotos e distribuiu autógrafos, inclusive à Memória.

E EM JULHO DE 1994...

Professor Antonio de Andrade, durante o III Congresso de História do Grande ABC, documentou a apresentação, por esta página Memória, de uma série de fotos aqui publicadas sobre o Vigilante Rodoviário.

Escreveu Andrade no número seguinte da revista Raízes (nº 12, janeiro de 1995):

Eram fotos tiradas nos bastidores das filmagens, por um policial rodoviário, Almir Castriotto, que fez diversas pontas e gostava de fotografar.

Almir faleceu em 1978 e sua família guardou, cuidadosamente, as fotos que foram encaminhadas à Memória quando da exibição, em 1992, no Museu de Santo André, de alguns episódios da série.

Graças ao interesse do policial e ao zelo familiar, preservou-se importantes documentos que registram instantes descontraídos das filmagens.

NOTA DA MEMÓRIA – Amanhã a gente mostra outros instantâneos que fãs do Vigilante Rodoviário preservam. Memória também divulgará a ideia que nasce, de se programar sessões cinematográficas para a apresentação dos episódios vividos pelo ator Carlos Gomes e seu companheiro Lobo.

Crédito das fotos 1 e 2 – Projeto Memória/Banco de Dados

EM 2013. Cezar Lívio e inspetor Carlos, o Eterno Vigilante: o logotipo usado naquela série da Memória foi extraído do relógio que Cezar, o Carioca, fez especialmente para o ator rodoviário

O crime que abalou a Estação Rio Grande – II

Rabelo Lobo chegou a ser nome de rua no Centro de Rio Grande da Serra. Nome hoje alterado para Rua Prefeito Carlos José Carlson, em homenagem ao primeiro prefeito local.

Cento e vinte anos atrás, em 17 de fevereiro de 1905, Rabelo Lobo era vítima de emboscada, sendo assassinado para ter assaltadas as altas somas de dinheiro que carregava consigo – costume que todos conheciam, claro, inclusive os assaltantes.

O relato é do correspondente do Estadão, cuja primeira parte foi ontem reproduzida aqui em Memória.

O CERCO

(consumado o crime), tiveram os assassinos de fugir em direção adversa à combinada.

O fato divulgado quase que imediatamente pelo cabo do destacamento (de Rio Grande) e outras pessoas não deu tempo a que se juntassem os criminosos e seus cumplices, fugindo estes em direção a Ribeirão Pires, conduzindo as espingardas e refugiando-se aqueles em uma mata a quatro quilômetros desta localidade.

Ali foram presos no dia seguindo pelos populares que, com muita indignação, perseguiram aqueles bandidos, durante a noite e parte do dia seguinte, não abandonando os seus postos de honra apesar do mau tempo que reinou durante a noite.

Ao mesmo tempo, uns cercavam saídas onde houvesse possibilidade de saírem, outros oito destemidos caboclos batiam as matas, não perdendo o menor vestígio que encontravam, sendo os seus esforços coroados do melhor êxito.

[Continua].

DIÁRIO HÁ 30 ANOS

Domingo, 26 de fevereiro de 1995 – Edição 8947

MANCHETE – Deputado é acusado de invadir área de manancial.

Acusado de ocupar terreno da Eletropaulo no Distrito de Riacho Grande, em São Bernardo, com campo de futebol, Waldir Cartola dizia-se vítima de calúnia.

Nas ondas do rádio

Canta Itália

Músicas, notícias e quadros voltados à velha Bota. Será o programa nº 313, seis anos no ar.

No Momento Memória, dois aniversariantes andreenses da semana: professor Carlos Galante, criador do Método Matemática Moderna, livros que marcaram a trajetória de tantos estudantes brasileiros, e Affonso Maria Zanei, que por cinco vezes foi vereador em Santo André.

EM 26 DE FEVEREIRO DE...

1905 – Realizado o concurso de pombo-correio entre a Estação São Bernardo, hoje Santo André, e a Capital.

A hora da chegada do trem foram soltos os pombos corredores pelo chefe da estação, eleito juiz da soltada.

Depois de pequeno tempo de orientação, os pombos tomaram a direção de seus pombais.Tago, do professor João de Brito, foi o vencedor. Percorreu 18 quilômetros e recebeu prêmio oferecido por Antonio José de Castro.

Em segundo lugar classificou-se o pombo do dr. Leonidio Ribeiro.

Todos os demais chegaram a seus pombais com pequena diferença de tempo. Não houve sequer uma perda.

Foram juízes da corrida Antonio Malta, dr. Oscar Thompson e Antonio José de Castro.

1930 - Nascia, em São Paulo, Acylino Bellisomi, professor e vereador por duas vezes em Santo André. Foi secretário de Cultura e Esportes. Deu força ao movimento da Memória.

Um intelectual. Assim pode ser definido o professor Acylino. Foi um dos primeiros colaboradores do News Seller, semanário e bissemanário que antecedeu o Diário do Grande ABC. Ele mantinha no jornal, em página nobre, uma coluna de política e educação, das mais lidas e cuja coleção oferece subsídios importantes para se entender a formação contemporânea de Santo André e Grande ABC.

1945 - Prefeitura de Santo André remetia ao Departamento das Municipalidades projeto de decreto-lei que autorizava o Município a aceitar, em doação, as áreas que constituíam as ruas da Vila Alpina. 

Vivia-se o período do Estado Novo, sem Câmaras Municipais constituídas. Os prefeitos eram nomeados e as decisões político-administrativas tinham que ter o aval do tal Departamento das Municipalidades, controlado pelos interventores estaduais.

1955 – A cidade de São Carlos inaugurava uma placa na Praça Coronel Paulino Carlos relembrando a visita dos reis da Bélgica à cidade em 1920.

Rei Albert e rainha Elizabeth também estiveram em São Bernardo. Foram homenageados em frente à atual Câmara de Cultura Antonino Assumpção, na Rua Marechal Deodoro.

Em 2020, por ocasião do centenário da visita, noticiando o fato, “Memória” sugeriu que uma placa fosse afixada no local. São Bernardo omitiu-se, diferentemente de São Carlos.

1970 - Criado o Serviço Funerário Municipal de Santo André.

Falece o ator andreense Aníbal Guedes, 30 anos, marido da atriz Sonia Guedes.

HOJE - Dia do Comediante.

MUNICÍPIO BRASILEIRO

Hoje é o aniversário de Canudos, na Bahia. 

Santo Alexandre do Egito

26 de fevereiro

Bispo. Patriarca da Alexandria. Viveu entre o ano 250 e 26 de fevereiro do ano 328.

Ilustração: Diocese de Amparo, SP (divulgação)




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