Palavra do Leitor Bolsonaro denunciado
“PGR denuncia Jair Bolsonaro como ‘líder’ de plano golpista” (Política, dia 19). A Polícia Federal fez um trabalho exemplar na investigação sobre o plano de golpe de estado, planejado por Jair Bolsonaro e seus assessores mais próximos. A Procuradoria-Geral da República apresentou uma denúncia sólida e consistente, em mais de 1.000 páginas. Temos um conjunto de indícios, provas, anotações em agendas, minutas de golpe impressas dentro do Palácio do Planalto, conversas de WhatsApp, áudios, relatórios de geolocalização e tudo referendado por uma delação premiada feita pelo ajudante de ordens do presidente da República. Foram meses de trabalho, envolvendo Polícia Federal, Ministério Público, Procuradoria e dezenas de outros departamentos; um trabalho minucioso, feito de forma técnica, sem sensacionalismo e sem PowerPoints. Mesmo assim, alguns leitores insistem em fechar os olhos para continuar na defesa dessa gangue, que pretendia permanecer no poder, de forma ilegítima. É incompreensível a cegueira de alguns. Por pior que seja o trabalho que um governo eleito realize, nada justifica que outro queira se perpetuar no poder, ainda mais de forma ilícita. Que todos os envolvidos paguem em duras penas pelos crimes que cometeram. Sim, o simples ato de planejar um golpe de estado já é crime; até porque, se o golpe tivesse sido executado, não estaríamos aqui para criticar. Aos que defendem anistia, fica o recado: aguardem pelo mesmo tempo que os anistiados da ditadura militar tiveram que aguardar, ou seja, pelo menos uns 15 anos. E agradeçam por viverem numa democracia, onde ninguém precisou ser torturado no pau de arara para fazer “delações espontâneas”.
Francisco de Oliveira Junior
Santo André
Exemplo
Apresentando sinais nítidos de embriaguez, um funcionário da liderança do governo no Congresso (leia-se PT) foi preso pela PLF (Polícia Legislativa Federal) ao tentar invadir a Câmara no dia 21 de fevereiro para bater o ponto no final do expediente. Para mim nenhuma surpresa, pois o exemplo vem de cima.
Vanderlei Retondo
Santo André
Utinga
Na coluna Memória, Ademir Medici nos presenteou com informações sobre o Bairro de Utinga dos anos de 1960 e 1970, exaltando a figura do professor José Solda (Setecidades, dia 23). O professor falou de várias coisas. Dentre elas, que lecionou no Amaral Wagner e quanto foi prazeroso ter colaborado na formação de muitos dos seus alunos, que, hoje, muitos aposentados, são médicos, professores universitários, inclusive da USP (Universidade de São Paulo, advogados etc. Claro que também o Ginásio 31 de Março tinha de ter sido citado pelo Solda, pois, à época, era o modelo de escola moderna. Em 1971, conheci o 31 de Março. Eu estudava o colegial no Bonifácio de Carvalho, em São Caetano. Mas namorava uma moça de Utinga, Nilsen, que estudava na nova e moderníssima escola. Por ocasião da feira de ciências, ela me convidou para visitar o trabalho da equipe dela, que era o procedimento do exame de sangue para descobrir o tipo com o fator Rh. Ela também me levou para fazer um tour pelo prédio, que me impressionou pela sua modernidade, já que era fácil de locomover por lá. Os alunos podiam entrar e sair por qualquer lugar, pois muro não tinha.
Paulo Moriassu Hijo
São Caetano
Alemanha
Creio que não haja nenhum humanista confortável com o resultado da eleição alemã, no domingo. Os mais de 20% de votos concedidos ao AfD (Alternativa para a Alemanha), de extrema direta, não trazem boas lembranças. Impossível esquecer dos estragos do nazismo. Foi tudo há tão pouco tempo!
Anselmo Brusquer
São Bernardo
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