Sonho Com talento e dedicação, além do fundamental apoio dos pais, alunos abraçam oportunidades e sonham com grandes conquistas
FOTO: Denis Maciel/DGABC

A música e a arte fazem parte da rotina de jovens do Grande ABC. Eles encontraram nos acordes um mundo de possibilidades e uma forma diferente de ver e ouvir a vida. Enrico Bicalho, 16 anos, morador de Mauá, Rafaela Veloso, 15, e Mateus Kawanishi, 10, ambos de Ribeirão Pires, têm em comum a paixão pela música instrumental clássica desde cedo, a qual foi bastante incentivada por seus pais e está traçando novo futuro a eles, e até planos de carreira internacional. “A arte constrói caráter e traz muitas oportunidades. Ela é essencial, ajuda a desenvolver disciplina e a ter novas percepções”, afirma a dona de casa Luciana Veloso, 46, que levou essa premissa para seus três filhos, inserindo na rotina deles aulas diversas como teatro, música e desenho.
A filha do meio, Rafaela Veloso, enveredou para o meio artístico, ganhando destaque na música. Ela toca violão erudito e passou, assim como Mateus e Enrico, na Escola Municipal de Música de São Paulo - Fundação Theatro Municipal, conforme noticiado pelo Diário. Todos são estudantes da Emarp (Escola Municipal de Artes de Ribeirão Pires).
Mas não só nas artes se destacou a jovem, que coleciona medalhas em olimpíadas de diversas disciplinas como matemática, ciências e redação - no ano passado ela foi ouro na OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas), entre outras premiações. A estudante conta como dá conta de tudo com maestria. “O segredo é a constância. Não tenho muito tempo, então estudo pelo menos 45 minutos por dia, pois acredito que vale mais um pouco todo dia do que horas de uma vez só”.
Os artistas plásticos Rafaella Kawanishi dos Passos, 42, e José Mário dos Passos, 51, enxergaram no filho Mateus um talento nato. “Em casa eu tinha um teclado e às vezes ele escutava alguma música e ia lá e começava a dedilhar. Eu me surpreendia pelo som sair parecido com a música”, conta Rafaella. O garoto se destacou no piano, mas também faz aulas de desenho (Mangá), circo e coral.
Os pais de Enrico Bicalho também são seus maiores fãs e incentivadores, apoio fundamental para que ele conquiste seu objetivo de construir uma carreira internacional como instrumentista de clarinete. “Comecei na igreja, com nove anos, ouvindo meu pai tocar (saxofone). Quero seguir carreira, e ir além da orquestra, me tornando um solista na Alemanha, ou também na França ou Suíça. Tem muitas orquestras na Europa, lá eu teria mais oportunidades, porque aqui no Brasil a música clássica é deixada de lado”, avalia.
Cheios de orgulho, os pais Samila Bicalho Silva Franck, 46, que é professora tradutora de libra, e o gerente Fredy Franck, 58, temem pela vontade destemida do filho de desbravar o mundo. “Ele fica tocando pela casa, amo ouvi-lo, mas a parte de viajar e estudar fora aperta meu coração.”
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