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Colégio Xingu recebe exposição itinerante sobre combate ao bullying

Mostra destaca a importância das Equipes de Ajuda na construção de um ambiente escolar mais acolhedor e respeitoso

21/02/2025 | 18:33
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Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Não há nada que simbolize melhor a cooperação do que mãos dadas. É por meio deste gesto humano que amizades e acordos são selados, amores têm início e a ajuda vem quando mais precisamos, ainda que de forma metafórica. Foi com esta ideia que nasceu a exposição Mãos, pés e olhos de gente que cuida da gente, que acaba de chegar ao Colégio Xingu, em Santo André, com visitação gratuita (Rua Xingu, 455). A mostra é formada por 20 telas com fotos que fizeram parte do livro Estrangeiros na Própria Terra: Convivência Escolar e Bullying na Perspectiva da Psicologia Moral, publicado pela Editora Adonis no início deste ano.

A exposição teve início no ano passado, na Unicamp, durante o VI Encontro Nacional das Equipes de Ajuda, e o Colégio Xingu é o primeiro a recebê-la na região. Ela deve percorrer todas as escolas que implementaram este projeto criado pelo Gepem (Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral), certificado pela Unesp e Unicamp, que tem por objetivo melhorar a convivência nas escolas e estancar situações de bullying entre pares. As telas são o ponto de partida para reflexões sobre o que representam essas imagens em tempos atuais. “A ideia é a celebração desse sistema de ajuda entre pares, dessa possibilidade de os alunos ajudarem alunos e de quão potente isso é”, explica a professora de Convivência Ética do Colégio Xingu, Renata Adduci.

As Equipes de Ajuda foram implementadas no Colégio em 2018 e são formadas por estudantes escolhidos pelos próprios colegas após atividades que promovem confiança, empatia e solidariedade. Eles passam por uma formação específica para identificar e solucionar conflitos, além de encaminhar casos mais graves para os adultos. Inspirado no modelo do professor espanhol José Maria Avilés, o projeto reconhece que o bullying, por ser uma violência velada, muitas vezes ocorre longe dos olhos dos adultos, tornando essencial a atuação dos próprios estudantes.  

DGABC



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