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Era ruim, ficou pior

21/02/2025 | 10:06
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O que já era estranho acaba de ficar ainda pior. Reportagem publicada hoje neste Diário mostra que não foi apenas o Pronto Cardio que o então prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSD), “inaugurou” sem antes ter concluído as obras. A sucessão de disponibilização de equipamentos públicos inconclusos exige apuração. A entrega formal de obras inacabadas, que agora incluem duas escolas e uma UBS (Unidade Básica de Saúde), levanta questionamentos sobre planejamento e execução dos projetos. Os prazos estabelecidos foram cumpridos em parte, mas os serviços prometidos à população não se concretizaram, sendo necessária a investigação dos processos administrativos e licitatórios.

A atual administração, conduzida pelo prefeito Tite Campanella (PL), confirma que algumas obras seguem incompletas, o que reforça a necessidade de esclarecer as razões que levaram a essa situação. A constatação de instalações sem condições de uso, como cozinhas e refeitórios não finalizados, indica que os eventos de inauguração podem ter ocorrido sem que se respeitasse o ordenamento legal e técnico. Documentos obrigatórios, como o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), ainda estão pendentes, impedindo a plena utilização das instalações sem que se coloque em risco a integridade de pacientes, estudantes e servidores públicos destinados a atuar nestes equipamentos.

O ex-prefeito refuta as suspeitas que lhe caem sobre os ombros – que, no caso do Pronto Cardio, incluem malversação de dinheiro público. O atua governo as confirma. A divergência de versões impõe a necessidade de apuração rigorosa. A população de São Caetano precisa de respostas sobre as circunstâncias que levaram às inaugurações de espaços que não oferecem, até o momento, os serviços prometidos. A transparência a respeito dos recursos empregados e os critérios adotados para a realização dessas cerimônias devem ser prioridade para os órgãos fiscalizadores e para a própria gestão municipal. Somente o esclarecimento desses pontos obscuros permitirá que o interesse da população seja resguardado.

DGABC



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