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Chuvas pioram situação de casas junto à tubulação aberta em Mauá

Moradores tiveram a estrutura de seus imóveis no Jardim Itapark comprometidas, mas dizem que não têm nenhum lugar para onde ir

21/02/2025 | 08:59
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Uma galeria de água aberta há três anos vem atormentando os moradores de duas residências coladas à tubulação, que fica na Avenida Hermínio Pergoraro, no Jardim Itapark, em Mauá. A situação, denunciada pelo Diário há cerca de um ano, persiste e piora nos períodos de chuvas intensas dos últimos dias, colocando em risco a estrutura dos imóveis. 

De acordo com a moradora de uma das casas, Maria de Lourdes Bernadete, 57 anos, a galeria estourou devido ao grande volume de água. Quando o incidente ocorreu, partes da estrutura caíram na casa de seu vizinho e o muro dele corre risco de desmoronar.

“É um volume muito grande de água quando chove que desce da rua de cima passando pelo meu quintal, deteriorando cada vez mais o local. O muro do vizinho de cima está prestes a cair e a situação piora muito com as chuvas. Com certeza vai danificar ainda mais a casa dele”, conta a moradora. 

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Ela afirma que a casa do vizinho que está prestes a cair foi interditada duas vezes pela Defesa Civil. “Ele mora com a esposa e dois filhos adolescentes, a casa dele está interditada, porém eles não receberam nenhum tipo de ajuda e não têm para onde ir”. 

De acordo com Maria de Lourdes, a obra tem mais de 40 anos, entretanto, só recebeu manutenção uma única vez. “Assim que apareceu o primeiro buraco na caixa da galeria procuramos a Prefeitura, isso já faz três anos, e até o momento não tivemos nenhuma solução. Estamos abandonados, correndo riscos e ninguem se importa. A Prefeitura só mandou a Defesa Civil há umas três semanas, que notificou que havia uma idosa no quintal de uma das casas, que é minha mãe de 83 anos, e vieram também duas assistentes sociais. A resposta que a Prefeitura nos deu foi que estavam captando recursos para a obra”, disse.

A Sabesp esteve no local nesta quinta-feira (20) para verificar e disse que a estrutura é de responsabilidade da BRK Ambiental, que administra a rede de esgoto da cidade. Questionadas pelo Diário, a Prefeitura de Mauá e a Defesa Civil do município não retornaram até o fechamento desta reportagem. A BRK também não respondeu.




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