Economia Titulo Levantamento da Fhoresp

Inflação nos alimentos pressionou bolso do consumidor em 2024; entenda

O aumento expressivo no preço de alimentos como carne, leite e café elevou os custos da alimentação no Brasil

20/02/2025 | 10:21
Compartilhar notícia
FOTO: Agência Brasil
FOTO: Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 

Tomar um cafezinho na padaria ou almoçar fora pode até parecer um luxo, mas, em 2024, essa escolha pesou menos no bolso do que cozinhar em casa. O aumento expressivo no preço de alimentos como carne, leite e café elevou os custos da alimentação no Brasil, mas, surpreendentemente, os restaurantes e bares conseguiram conter os reajustes. Segundo a Fhoresp (Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo), a inflação da Alimentação Fora do Lar ficou em 6,29%, enquanto preparar refeições em casa saiu 8,23% mais caro.

LEIA TAMBÉM: Governo não consegue controlar preços 'do dia para a noite', mas haverá redução, diz Lula

DGABC

Desde 2020, a inflação acumulada no setor de alimentação fora do lar soma 16,3%. No entanto, empresários do ramo têm buscado alternativas para evitar que os clientes sintam esse impacto diretamente no cardápio. “Os pequenos empresários sofrem mais com a inflação, pois não têm o mesmo poder de negociação das grandes redes. Ainda assim, seguramos os preços para manter os clientes”, afirma Edson Pinto, diretor-executivo da Fhoresp.

Os vilões da inflação na mesa do brasileiro

O ano de 2024 foi marcado por aumentos expressivos em itens básicos da alimentação. O preço da carne subiu 20,84%, os enlatados e conservas, 19%, e os óleos e gorduras, 18,72%. Leite e derivados tiveram um acréscimo de 10,37%, enquanto o café, essencial para muitos brasileiros, encareceu 8,72%. O aumento do café, por exemplo, foi impulsionado por mudanças climáticas, dificuldades logísticas e a desvalorização do real.

LEIA TAMBÉM: Rui Costa: inflação de alimentos no governo Lula é infinitamente menor que na gestão Bolsonaro

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou que, mesmo com aumentos, a alimentação fora do lar continua sendo uma opção menos impactada pela inflação, com uma diferença de 1,94% em relação às refeições feitas em casa. Desde a pandemia da Covid-19, muitos estabelecimentos precisaram reformular seus cardápios para equilibrar os custos sem afastar a clientela.

O peso da inflação no bolso das famílias

O Brasil encerrou 2024 com um IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 4,83%, ultrapassando o teto da meta do CMN (Conselho Monetário Nacional). Alimentos e bebidas foram os principais responsáveis por essa alta, pressionando especialmente as famílias de baixa renda.

LEIA TAMBÉM: Governo se posicionou 'bem' na questão dos alimentos, diz presidente da Caixa

De acordo com o economista Luís Carlos Burbano, coordenador do Núcleo de Pesquisas e Estatísticas da Fhoresp, “a alta dos alimentos compromete o poder de compra, impactando diretamente as famílias que ganham até cinco salários-mínimos. O reflexo disso é menos comida no prato e uma redução na qualidade da alimentação.”




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;