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Com calor extremo, cidades não têm ações para população de rua

Prefeituras não devem montar operações especiais para atender as 2.658 pessoas que vivem nessas condições; região registrou 35°C nesta segunda

18/02/2025 | 08:34
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FOTO: Claudinei Plaza/DGABC
FOTO: Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Brasil enfrenta nesta semana a terceira onda de calor do ano, provocada por uma massa de ar quente. Com temperaturas acima da média para o mês, fevereiro costuma registrar 28°C, os termômetros de diversas regiões do País ultrapassaram os 40°C na última segunda-feira (17). No Grande ABC, a temperatura máxima chegou a 35°C nos sete municípios e a Defesa Civil de São Paulo emitiu alerta de calor intenso para todo Estado. 

Apesar do tempo abafado, as prefeituras da região não pretendem realizar ações especiais para atender a população em situação de rua da região, grupo mais afetado pelo calor intenso. No total, 2.658 pessoas vivem nessas condições nos sete municípios, segundo dados de fevereiro do CadÚnico. Os Paços de São Bernardo e Mauá não informaram se vão realizar operações por conta das altas temperaturas. 

Em setembro do ano passado, época em que o País registrava mais uma onda de calor extremo, a Prefeitura da Capital criou a Operação Altas Temperaturas para atender as pessoas em situação de vulnerabilidade. Na ocasião, foram instaladas dez tendas pela cidade com fornecimento de água e presença de ambulância para atendimento a casos de exposição ao calor. 

DGABC

O coordenador regional do Movimento Nacional da População de Rua, Thiago da Silva Quintanilha, criticou a falta de ações das prefeituras para mitigar os impactos das altas temperaturas para esse grupo. “Nenhum ano eles fazem operações por conta do calor, mas deveriam fazer. Além das unidades de acolhimento, seria importante ter pontos e equipes para atender as pessoas em diversos locais das cidades, que precisam ficar fugindo do Sol intenso”, disse. 

As prefeituras do Grande ABC orientam que a população em situação de rua, que está continuamente exposta ao forte calor, busque suporte nos Centros Pops (Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua) e nos albergues localizados nas cidades. Nesses locais, o usuário tem acesso à água fresca filtrada, café da manhã, almoço, espaço de convivência, armários, lavanderia, entre outras atividades. 

CUIDADOS

Os termômetros devem continuar acima da média nesta terça-feira (18). A previsão é que as sete cidades registrem durante o dia temperatura máxima de 34°C. As Defesas Civis de Santo André, São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra orientaram a população para evitar exposição ao Sol em horários com maior incidência de radiação ultravioleta, das 10h às 16h, utilizar roupas leves, beber muita água, consumir alimentos saudáveis e utilizar protetor solar e outros itens para se proteger do Sol. 

O órgão andreense informou que idosos, crianças, doentes crônicos e grávidas tendem a ficar desidratados mais rapidamente. Já a secretaria Municipal de Saúde de Santo André disse que a exposição prolongada ao calor pode levar a uma série de problemas de saúde, variando de sintomas mais leves a condições graves, como cansaço excessivo, náuseas ou vômitos, pele seca e quente (desidratação), calafrios ou tremores, entre outros. 

Em qualquer indício de insolação, a recomendação é procurar uma unidade de saúde ou entrar em contato com os serviços de emergência. Questionadas, as prefeituras não informaram o número de atendimentos na rede municipal devido ao calor extremo - São Caetano e Rio Grande da Serra disseram que não registraram ocorrências. 

Além dos riscos à saúde, a Prefeitura de Rio Grande da Serra destacou os perigos para incêndios florestais devido às altas temperaturas. “Por nossa região ser 100% de manancial, a Defesa Civil tem intensificado as rondas preventivas nos combates a pequenos focos de incêndio nas matas. Outro fato neste período de calor intenso é a invasão de animais peçonhentos adentrando em residências fugindo das altas temperaturas”, pontuou o Paço. 




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