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Pronto Cardio na berlinda

16/02/2025 | 09:53
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O diagnóstico da Prefeitura de São Caetano sobre o Pronto Cardio revela pontos alarmantes sobre a condução do projeto – da licitação à inauguração do serviço. O documento aponta irregularidades que vão desde prevaricação até a ausência de documentos que comprovem uso de recursos públicos, passando por falta de estudos prévios de viabilidade. Diante da inexistência de demanda reprimida é natural que se questione o alto custo anual estimado para a manutenção da unidade, que chegaria a R$ 42 milhões. Em contraste com a atual capacidade de atendimento da rede conveniada, cresce a necessidade de averiguação detalhada da real motivação para a construção do hospital.

Indícios levantados no relatório exigem respostas. A cerimônia de inauguração do Pronto Cardio conduzida pelo então prefeito José Auricchio Júnior (PSD), pouco dias antes de deixar o governo, foi classificada como intempestiva, já que o hospital sequer contava com condições básicas de funcionamento. A falta de laudos obrigatórios da Vigilância Sanitária e do Corpo de Bombeiros, junto à dependência de geradores para abastecimento elétrico, expõe que a entrega do equipamento à população ocorreu sem atender requisitos técnicos essenciais. Além disso, suspeita-se do real uso de dinheiro vindo de emendas parlamentares e de financiamento da USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

Diante desse cenário, torna-se inescapável que a Câmara e o Ministério Público conduzam investigações sobre os aspectos apontados no relatório. A população tem o direito de saber se houve irregularidades na gestão do projeto e, caso sejam confirmadas, quais medidas serão adotadas para responsabilizar os envolvidos. A ausência de fiscalização efetiva na execução da obra e na destinação dos recursos compromete a confiança no Executivo e exige providências imediatas. O fato de seguir fechado um hospital que consumiu investimentos de R$ 12 milhões não pode ser tratado com indiferença. O poder público deve agir com rigor para esclarecer os fatos e evitar que episódios similares se repitam.

DGABC



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