Editorial O serviço de transporte com uso de motocicleta por aplicativo é assunto que tem ganhado cada vez mais volume no Grande ABC. Principalmente por conta do risco oferecido aos seus usuários e pela comprovação de que houve aumento no número de acidentes envolvendo este tipo de veículo desde que os chamados mototáxis começaram a circular pela região.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, classificou a modalidade de transporte como uma “coisa louca”, pela forma como é desenvolvida, sem regras, e, em muitos casos, nem mesmo respeito as mais básicas leis de trânsito. Tudo isso para que o passageiro ganhe alguns minutos e o condutor, alguns trocados.
O ministro afirma que essa pressa pode fazer com que piloto e usuário cheguem a destinos bem diferentes do plano inicial. Com ambos indo parar no hospital ou mesmo no cemitério. A observação, embora forte, retrata claramente o que tem ocorrido rotineiramente. São colisões e quedas que deixam inúmeras vítimas.
Para Marinho, este gênero de transporte é praticado de uma maneira completamente inviável. O ministro diz que a única forma de combater sua vulnerabilidade seria com alterações profundas, que envolveriam desde o veículo utilizado, que deveria ter três rodas, e também a preparação das cidades, com ruas e avenidas adequadas.
O improviso e a imprudência, que infelizmente andam juntos nos mototáxis, transformam esta atividade em uma aberração. Uma imensa fonte de problemas para quem pratica e também para quem utiliza. Entretanto, existe um ganhador, a plataforma que oferece e que lucra.
Que a voz do ministro ecoe entre os prefeitos dos sete municípios, para que eles, em conjunto – e isso pode ser feito via Consórcio Intermunicipal do Grande ABC –, tenham o discernimento necessário para corrigir esta distorção e impedir que pessoas continuem a ser expostas a perigos desnecessários, nos momentos em que precisam se deslocar para cumprir seus compromissos ou retornar para seus lares após um dia de trabalho. Nada contra as motocicletas, tudo contra a insegurança!
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