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Câmara troca a CEI do Cemitério por pedido de informações a Taka

Prefeito de Diadema tem 15 dias para responder requerimento coletivo aprovado na sessão de ontem, mas período pode ser prorrogado

14/02/2025 | 08:10
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FOTO: Reprodução/Facebook | Wilson Guardia/DGABC
FOTO: Reprodução/Facebook | Wilson Guardia/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Os vereadores de Diadema trocaram o pedido de CEI (Comissão Especial de Investigação) do Cemitério Municipal, protocolado pelo líder de governo, Francisco Gonçalves Nogueira Júnior, o Juninho do Chicão (Progressistas), por solicitação de informações ao governo Taka Yamauchi (MDB). O requerimento de autoria de Josa Queiroz (PT), subscrito por todos os parlamentares, foi aprovado na sessão de ontem. A Prefeitura tem prazo de 15 dias, contados da data do recebimento, para responder. O período pode ser prorrogado por até 30 dias. 

“A mudança foi em consenso. Entendemos que seria a melhor maneira de prosseguir. A Câmara tem outros mecanismos antes da abertura da CEI. Foi prematura. Fui pedir ajuda dos colegas, que falaram para começarmos pelo requerimento. Agora, vamos aguardar a resposta, para definirmos os próximos passos, que serão deliberados em conjunto. Como já disse, essa CEI não seria minha, mas da Casa”, destacou Juninho do Chicão. 

O vereador Márcio Junior (Podemos) afirmou que serão exauridos todos os mecanismos para obtenção de informações antes de se chegar à CEI. “A comissão é um rito muito mais pesado. Vamos fazer todo o procedimento correto. Vamos aguardar esses 15 dias”, disse o podemista. 

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Josa afirmou que o requerimento busca dialogar com alguns dos problemas estruturais apontados pela Prefeitura em visita no local. “A infraestrutura se mostra arcaica, muito em decorrência do tempo de existência do cemitério. Outras questões são a partir de declarações suscitando dúvidas em relação a procedimentos administrativos”, pontuou o petista.

VISTORIA

Durante vistoria em meados de janeiro, o prefeito identificou diversos problemas, como ossadas amontoadas em sacos de lixo, gavetas mortuárias danificadas e com cadáveres expostos, caixões largados no tempo e amontoados nos cantos. O emedebista expôs a situação em suas redes sociais. 

Entre as informações solicitadas pelos vereadores estão as medidas tomadas pela Prefeitura após Taka Yamauchi ter utilizado diversos meios de comunicação para denunciar os ‘péssimos serviços prestados’. O requerimento traz entre os questionamentos se houve abertura de processo administrativo ou sindicância para apuração dos fatos relatados pelo prefeito e se foi constituída uma comissão para acompanhar o caso. 

“Quais medidas concretas estão sendo adotadas pelo governo para solucionar os problemas? Existe interesse do governo em privatizar esse espaço? Porque temos um modelo de privatização que o prefeito, inclusive, vem de uma gestão em São Paulo que promoveu em larga escala a entrega do serviço de zeladoria dos cemitérios e hoje isso parou no Ministério Público. É um péssimo exemplo. É algo que acho que cidade nenhuma quer”, afirmou o petista.

Entre os 15 questionamentos feitos pelos parlamentares também estão dados sobre a quantidade de túmulos e gavetas em uso e quantas estão aptas a receber sepultamentos, o número de enterros que já foram realizados este ano no equipamento, além da discriminação dos sepultamentos sociais e dos cobrados, bem como se há estudo sobre concessão ou licitação dos serviços.

“Esperamos que a partir da devolutiva desse requerimento possamos reunir, de fato, de maneira muito consistente, objetiva e com dados muito práticos, um conjunto de informações que pode colaborar ou não para o processo de uma CEI”, pontuou Josa Queiroz.

Vitoriano questiona aluguel atrasado da DDM

O vereador de Diadema Orlando Vitoriano (PT) usou a tribuna na sessão de ontem para cobrar posição da Prefeitura em relação à falta de pagamento do imóvel que vai abrigar a nova Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade. O contrato de locação foi assinado pela gestão de José de Filippi Junior (PT) em dezembro de 2024 e, segundo o legislador, estão em atraso dois meses de aluguel. O imóvel está locado por R$ 14 mil mensais. 

Questionada, a Prefeitura informou que a gestão anterior assumiu diversos compromissos ao fim do mandato, muitos dos quais a atual situação financeira não permite cumprir integralmente e que, por isso, está reavaliando os contratos. 

A Delegacia de Defesa da Mulher está localizada há mais de uma década à rua Santa Rita de Cássia, nº 42, Centro. O novo imóvel fica próximo ao Terminal Diadema, na Avenida Presidente Kennedy, número 242. O governo municipal destacou que não está desamparando a Delegacia da Mulher, uma vez que sua sede já está garantida e é custeada com recursos estaduais.

“A Delegacia da Mulher já está bem instalada no Centro da cidade, com aluguel pago pelo Governo do Estado no valor de R$ 7 mil, sem custos para a Prefeitura. Caso essa pauta avance, a cidade teria acréscimo de R$ 14 mil em despesas mensais, totalizando R$ 168 mil por ano, recursos que poderiam ser investidos em áreas essenciais como saúde e educação”, afirmou a administração municipal.

Vitoriano afirmou que no endereço atual a vítima e o autor da violência denunciada saem pelo mesmo local. “Imagine uma pessoa que está sendo acusada de abuso contra uma criança e a encontra no corredor da Delegacia. Com muito custo se conseguiu alugar um prédio próximo ao terminal, que já está em reforma, para que seja criado espaço adequado a fim de atender melhor a população. Só que estamos tendo um problema com o governo e o proprietário do imóvel está impaciente com o atraso”, disse.




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