Política Titulo MP vai investigar

Prefeito de Rio Branco defende nomeação da mulher como chefe de gabinete

Tião Bocalom alegou que não houve ilegalidade na escolha de Kelen Rejane Nunes Bocalom para o cargo

13/02/2025 | 15:37
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FOTO: Redes sociais Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Após críticas, o prefeito de Rio Branco (AC), Tião Bocalom (PL), se defendeu sobre ter nomeado a mulher, Kelen Rejane Nunes Bocalom, para o cargo de chefe de gabinete. Nesta quarta-feira, 12, na sede da prefeitura, disse que não houve ilegalidade no caso: "o Brasil inteiro faz isso". O Ministério Público do Acre (MP-AC) vai investigar a nomeação.

"Estamos embasados em lei, tenho o parecer da nossa procuradoria. Insisto, o Brasil inteiro faz isso, a maioria dos prefeitos nomeia suas esposas para serem secretárias de Assistência Social", disse o prefeito. A nomeação de Kelen Rejane Nunes foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira, 11.

Bocalom ressaltou que a escolha para o cargo é relacionada à confiança que tem na esposa. "Dona Kelen vai me ajudar a cuidar melhor do dinheiro público. Tenho uma pessoa de confiança que vai me ajudar muito", argumentou.

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O prefeito disse não se preocupar com a investigação do MP e não considerar a nomeação da mulher algo imoral. "Imoral são as pessoas que falam isso. A turma que fala que é imoral, com certeza, quando ver um dinheirinho fica doido para meter a mão no dinheiro público", afirmou.

A instauração de procedimento que vai apurar a nomeação será feita pela 2ª Promotoria Especializada de Defesa do Patrimônio Público e Fiscalização das Fundações e Entidades de Interesse Social do MP-AC.

Como chefe de gabinete, Kelen Rejane deverá receber R$ 28,5 mil, devido a um reajuste concedido no final de 2024 aos secretários municipais. A mudança, que elevou a remuneração em 90%, ainda é alvo de uma ação civil pública.

O Supremo Tribunal Federal (STF) proíbe, desde 2008, a contratação de parentes até 3º grau para cargos públicos, excluindo, no entanto, cargos políticos (como secretários municipais, estaduais e ministros) das regras que classificam a prática de nepotismo. Tais normas valem para cargos administrativos, que podem ser ocupados por servidores de carreira ou, se comissionados, por pessoas sem parentesco com o gestor público.

Em nota e na nomeação no Diário Oficial, a prefeitura de Rio Branco menciona a decisão da Corte e diz que "a nomeação do cônjuge do prefeito para cargo equivalente ao de secretário municipal, por se tratar de cargo político, não caracteriza violação a súmula vinculante nº 13".

O comunicado também informa que "a Procuradoria-Geral do Município se manifestou pela legalidade da nomeação, por meio do Parecer 2024.02.002561, afastando qualquer mácula aos princípios administrativos".

Kelen e Tião se casaram em dezembro de 2024, após anunciarem o relacionamento no final de março do mesmo ano.




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