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Para IBGE, fim de 2024 no varejo é de estabilidade na tendência de alta

O volume vendido pelo comércio varejista recuou 0,1% em dezembro ante novembro, após já ter diminuído 0,2% no mês imediatamente anterior

13/02/2025 | 13:09
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FOTO: Valter Campanato/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O comércio varejista brasileiro encerrou 2024 com estabilidade estatística, apesar dos resultados de novembro e dezembro no campo negativo. A avaliação é de Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal do Comércio no IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O volume vendido pelo comércio varejista recuou 0,1% em dezembro ante novembro, após já ter diminuído 0,2% no mês imediatamente anterior. O pesquisador pondera que a acomodação atual nas vendas ocorre após uma sequência de altas, que levaram o volume vendido a alcançar patamar recorde em outubro de 2024.

Em dezembro de 2024, o varejo restrito operava 0,3% abaixo do patamar recorde de vendas alcançado em outubro de 2024. O varejo ampliado operava em patamar 2,6% aquém do recorde na série histórica, alcançado também em outubro de 2024.

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Segundo Santos, o fechamento do ano no varejo configura uma estabilidade dentro da tendência de alta. Ele diz que as variações negativas de novembro e dezembro foram muito próximas à estabilidade, lembrando que o varejo teve um segundo semestre menos favorável, mas ainda atingiu o pico de vendas em outubro.

"No ano, o contexto (macroeconômico) foi mudando. Nesses últimos dois meses de 2024, o contexto já está bastante diferente do que foi no início do ano. Mas a gente teve expansão da massa de rendimentos, expansão do número de pessoas ocupadas ao longo do ano, o crédito estável principalmente no primeiro semestre. Esses fatores impulsionaram inclusive esse primeiro semestre. Foi um primeiro semestre mais forte, que foi diminuindo ao longo do segundo semestre", disse o pesquisador do IBGE.

Por outro lado, uma inflação mais forte no segundo semestre, com destaque para o encarecimento da alimentação no domicílio, prejudicou o desempenho do varejo como um todo, especialmente por conta do peso robusto do setor de supermercados na pesquisa, acrescentou Santos. Além disso, a valorização do dólar ante o real teria impactado especialmente a atividade de equipamentos de informática e comunicação. No segundo semestre, a perspectiva para tomada de crédito também começara a diminuir, concluiu.




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