Cinema Filme integra a quinta fase do MCU e coloca Falcão à frente do escudo de Steve Rogers
FOTO: Divulgação

Estreia nesta quinta-feira (13) nos cinemas de todo o país Capitão América: Admirável Novo Mundo, quarta produção da franquia do super-herói norte-americano e a primeira com Sam Wilson (Anthony Mackie) assumindo o traje e o escudo de Steve Rogers (Chris Evans). Apesar de ser esquecível, o filme cumpre bem a proposta de apresentar o novo protagonista ao público e estabelece conexões para os próximos longas da Marvel.
A produção dá sequência aos acontecimentos de Falcão e o Soldado Invernal (2021) e integra a quinta fase do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Na trama, Sam precisa libertar o mentor e primeiro Capitão América negro, Isaiah Bradley (Carl Lumbley), preso injustamente após a tentativa contra a vida do novo presidente americano, Thaddeus Ross (Harrison Ford assume o papel de William Hurt, falecido em 2022). O Capitão América de Mackie deve encontrar o verdadeiro autor do atentado, enquanto se intensifica a tensão política devido à corrida global pelo adamantium, metal utilizado nas garras do Wolverine.
No longa, novos personagens são apresentados ao público, como o Hulk Vermelho, uma versão modificada e mais perigosa do tradicional herói esverdeado, interpretado por Ford. Também há Ruth Bat-Seraph (Shira Haas), ex- Viúva Negra que agora trabalha como conselheira do presidente norte-americano. O Líder, Samuel Sterns (Tim Blake Nelson), retorna ao universo Marvel após 17 anos de sua última aparição no filme O Incrível Hulk (2008).
O destaque entre os ‘novatos’ vai para Joaquim Torres (Danny Ramirez), que assume o lugar de Falcão e se torna o novo parceiro do Capitão Sam Wilson. Apresentado oficialmente na série Falcão e o Soldado Invernal, o carisma do personagem, combinado com a excelente atuação de Ramirez, fortalece a conexão entre os parceiros e traz a leveza e jovialidade necessárias ao primeiro Vingador.
Com a premissa de um ‘homem comum no papel de herói’, o novo Capitão América é mais humano do que nunca, já que Sam Wilson não tomou o soro do super-soldado, assim como Steve Rogers. A ausência da substância é explorada no roteiro, buscando criar uma maior identificação com o público e trazendo mais dificuldades a serem superadas. No entanto, isso não impede boas cenas de ação, nas quais o personagem exibe suas habilidades de combate e as tecnologias de Wakanda presentes no tradicional escudo (feito de vibranium) e no novo uniforme turbinado, com asas retráteis.
O Capitão América de Mackie tem suas características próprias, como as limitações humanas, que o tornam mais cauteloso e estrategista nas batalhas, além do ‘superpoder da empatia’, adquirido por seu passado como conselheiro de traumas. Mas são as semelhanças com Steve Rogers, como coragem, espírito de liderança e força de vontade incansável, que empolgam e trazem a verdadeira conexão do público com um dos heróis mais amados do MCU.
A Marvel não inova no novo longa, mas aposta na fórmula que conquistou o público nos últimos anos. Vale destacar os efeitos especiais, que, em comparação com outras produções do universo, deixaram a desejar. A proposta de apresentar e agradar com o novo personagem foi bem cumprida, assim como a de ditar o ritmo para a quinta fase do MCU, que ganhará em maio o filme Thunderbolts.
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