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Baixa adesão à vacina da dengue no SUS preocupa especialistas

Foram distribuídas 6,37 milhões de doses do imunizante Qdenga, da farmacêutica Takeda, no entanto, apenas 3,2 milhões foram aplicadas

Bianca Brisolla
Especial para o Diário
(Com Agência Brasil)
12/02/2025 | 11:32
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A vacinação contra a dengue no SUS (Sistema Único de Saúde) enfrenta um desafio. Desde o início da campanha nacional, em fevereiro de 2024, foram distribuídas 6,37 milhões de doses do imunizante Qdenga, da farmacêutica Takeda. No entanto, apenas 3,2 milhões foram aplicadas. A vacina foi incorporada ao SUS para imunizar prioritariamente crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, grupo com alto risco de hospitalização pela doença.

Inicialmente, a campanha contemplava 521 municípios considerados endêmicos, mas atualmente todas as unidades federativas recebem doses. Contudo, a capacidade limitada de produção do imunizante levou a uma vacinação escalonada. Para 2025, estão previstas 9 milhões de doses para o governo. A prioridade foi dada ao SUS, reduzindo a disponibilidade da vacina na rede privada.

A baixa procura preocupa especialistas, especialmente diante do aumento expressivo dos casos de dengue. Em 2024, o Brasil registrou a pior epidemia da doença, com 6,63 milhões de casos prováveis e 6.103 mortes. Em 2025, os números continuam elevados: até o momento, há 230 mil casos prováveis e 67 mortes confirmadas, além de 278 óbitos em investigação.

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Para tentar reverter esse cenário, cidades como São Paulo adotaram estratégias para garantir a aplicação da segunda dose, essencial para a proteção completa. Na capital, o público-alvo é de 600 mil crianças e adolescentes, mas, até agora, foram aplicadas 259 mil primeiras doses (38%) e 134 mil segundas doses (20%). Para ampliar a cobertura, as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) passaram a realizar busca ativa, contatando as famílias por telefone e, em algumas regiões, por meio de visitas domiciliares.

Enquanto a vacinação enfrenta desafios, o governo reforça outras medidas para conter a dengue. O Plano de Ação para Redução da Dengue e Outras Arboviroses tem como foco o controle do Aedes aegypti, e o Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE) foi reativado para monitorar a situação no país.

A presença do sorotipo 3, ausente do Brasil desde 2008, aumenta a preocupação, já que grande parte da população não possui imunidade contra essa variante do vírus. Com milhões de pessoas ainda desprotegidas, a vacinação segue como ferramenta essencial no combate à doença, mas a baixa adesão coloca em xeque a efetividade da campanha.




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