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Balsa maior retorna às atividades nesta quarta-feira (12)

Prazo antecipado é resultado de reclamações de moradores do pós-Balsa e cobranças da Prefeitura de São Bernardo

12/02/2025 | 10:49
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André Henriques/DGABC
André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Atualizada às 11h36

A Balsa João Basso voltou a realizar a travessia entre o Riacho Grande e o bairro Tatetos pela Represa Billings, em São Bernardo, nesta quarta-feira (12). O retorno ocorre 10 dias antes do prazo inicialmente estipulado, para alívio dos usuários, que relataram haver mais de três horas de fila para embarcar no equipamento reserva que substituía a balsa original.

A antecipação é resultado de reclamações de moradores do pós-Balsa e da Prefeitura, que vinha acompanhando semanalmente a reforma da embarcação no estaleiro. O prefeito Marcelo Lima (Podemos) esteve nesta madrugada no local para conferir a entrega antecipada, como prometida pela Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia SA), empresa que opera a balsa. 

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Conforme o Diário vinha divulgando, os usuários da balsa vivenciavam uma situação caótica desde que a embarcação saiu para a manutenção obrigatória, que ocorre a cada cinco anos por recomendação da Marinha do Brasil. Porém, a embarcação substituta oferecida pela Emae tem apenas 23 lugares para veículos e 300 para passageiros, sendo que a original, que já gerava longas filas, tem vagas para 42 carros e 400 passageiros.

O bancário aposentado João Batista Custódio, 63 anos, comemora o retorno da embarcação maior. “É uma maravilha, porque teve dias que tive que pagar pedágio, porque eu moro do outro lado, e não tinha condições de ficar esperando três horas. Hoje, na próxima balsa, já estou embarcando”, afirma o morador do pós-balsa que ressalta ter situação privilegiada por somente precisar fazer a travessia duas vezes por semana. “Tem gente que trabalha e precisa todo dia atravessar e não tem como pagar pedágio”.

O trabalhador autônomo Edson de Oliveira Pinto, 59, conta que costuma fazer a travessia fora dos horários de pico e, um percurso que normalmente demoraria meia hora, estava demandando duas horas de espera. “No mínimo dobra o tempo de viagem com a balsa pequena. Acredito que se tivesse duas balsas resolveria nosso problema”, sugere. 

Investigação

Para cumprir o prazo antecipado, a Emae disse que trabalhou em três turnos ininterruptamente. Entretanto, a empresa estava sendo cobrada após tantas reclamações de usuários da embarcação, sendo realizado até um pedido de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), protocolado na Câmara pelo vereador de São Bernardo Netinho Rodrigues (Podemos).

A Câmara de São Bernardo vota nesta quarta-feira (12) a convocação de Karla Maciel Dolabella, diretora-presidente da Emae, para que ela responda às dúvidas sobre os problemas no serviço de travessia do Riacho Grande pela Balsa João Basso.

Asfalto

A Prefeitura de São Bernardo vai iniciar, em julho deste ano, a pavimentação das ruas da região do pós-Balsa. Conforme informa placa instalada no local, a obra, que terá investimento de cerca de R$ 45 milhões, tem previsão para ser concluída em setembro de 2026.

Duas balsas

A balsa João Basso terá sua capacidade dobrada a partir de 2026. Um projeto da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo prevê, por meio de uma PPP (Parceria Público Privada), a ampliação da frota para duas embarcações de 40 lugares cada. 

As duas novas embarcações da travessia João Basso terão somadas capacidade para 80 veículos e funcionarão por motor elétrico, que agride menos o meio ambiente. 

As melhorias para a Balsa João Basso incluem ainda reforma do terminal de passageiros, recuperação e complemento viário, recuperação do sistema de drenagem, implantação de flutuante e rampa, entre outras, além do aumento na frequência da operação da embarcação.

O projeto esteve em consulta pública de 22 de novembro a 23 de dezembro. Agora a SPI (Secretaria de Parceira de Investimentos) está analisando as propostas, conforme informou ao Diário, e no primeiro semestre deste ano será publicado o edital.

O investimento acontece por parte de empresas privadas, que enviam suas propostas para execução do projeto sugerido A companhia aprovada recebe a concessão para operar a travessia. A concessão da Emae vai até dezembro de 2026, segundo confirmação da empresa ao Diário.

Mudança feita pela Emae acalma Câmara

A CPI (Comissão Parlamentar de Investigação) da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia SA), a qual apura reclamações dos moradores do Riacho Grande em relação ao serviço de balsa, segue tramitando na Câmara.

Entretanto, o pedido de instalação da comissão não foi votado ontem, como era previsto pelo autor do requerimento, vereador Netinho Rodrigues (Podemos). Já a convocação da diretora-presidente da Emae, Karla Maciel Dolabella, foi suspensa.

O podemista afirmou que, apesar da entrega da balsa principal nesta quarta-feira, a CPI continua tramitando na Casa, com o objetivo de ‘pressionar a empresa a oferecer serviço de qualidade à população’.

“Segue também para trazer mais melhorias além das que estão implementando agora. A balsa está toda reformada, mas queremos evitar mais transtornos para a população do Pós-Balsa”, disse Netinho.

Segundo o presidente da Casa, Danilo Lima (Podemos), a CPI não tem data para entrar em votação.




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