Editorial A postura da presidente da Empresa Metropolitana de Águas e Energia, Karla Maciel Dolabella, diante das críticas ao serviço da Balsa João Basso revela desrespeito com a população que depende do equipamento para fazer a travessia da Billings. A substituição da embarcação por outra de menor capacidade e a redução no quadro de funcionários comprometeram a qualidade do transporte. Os moradores do Pós-Balsa enfrentam dificuldades diárias com o aumento do tempo de espera e superlotação, problemas que exigem esclarecimentos. A omissão da direção da Emae, que se nega a prestar contas à sociedade e ao Poder Legislativo, é inaceitável em um serviço público regulado pelo Estado.
O impacto da mudança implementada pela Emae está refletido nos dados: o tempo de travessia aumentou significativamente, enquanto a capacidade de transporte foi reduzida pela metade. A justificativa de que a embarcação maior passou por manutenção obrigatória não elimina a necessidade de planejamento para minimizar prejuízos aos passageiros. Além disso, a diminuição do quadro de trabalhadores expõe a segurança da operação. O pedido de convocação da presidente para esclarecimentos na Câmara de São Bernardo é reflexo da insatisfação generalizada. O silêncio da gestora reforça a percepção de descaso com o interesse público e alimenta a necessidade de investigação sobre a condução do serviço.
A relação entre empresas concessionárias e a sociedade deve ser pautada pela transparência e responsabilidade. A Balsa João Basso é essencial para a mobilidade de milhares de cidadãos, e sua precarização não pode ser ignorada. A gestão da Emae, empresa que acaba de ser privatizada pelo Estado, tem a obrigação de esclarecer as decisões adotadas, bem como apresentar soluções para restabelecer a qualidade do transporte. O Legislativo e os órgãos reguladores precisam atuar com firmeza para garantir que a população não seja prejudicada. O silêncio da presidente da empresa desrespeita tanto os poderes constituídos quanto a população – e mina a confiança na prestação de um serviço essencial.
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