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Presidente da Emae vira alvo da Câmara por precarizar balsa

Vereadores votam hoje convocação de Karla Maciel Dolabella para que ela dê explicação sobre problemas no serviço de transposição da Billings

12/02/2025 | 08:15
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FOTO: Reprodução/Instagram Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A Câmara de São Bernardo vota hoje convocação de Karla Maciel Dolabella, diretora-presidente da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), para que ela responda dúvidas sobre os problemas no serviço de travessia aquática entre o Riacho Grande e o bairro Tatetos, por meio da Balsa João Basso.

A executiva da empresa, privatizada em abril de 2024 pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), trocou a embarcação, reduzindo a capacidade de transporte pela metade, além de demitir funcionários. A mudança afetou, principalmente, os moradores do Pós-Balsa, conforme mostrado em reportagens pelo Diário.

Diante das reclamações de usuários sobre a precarização do serviço, o vereador Netinho Rodrigues (Podemos) protocolou ontem pedido de convocação da representante da empresa, fiscalizada pela Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo). Ele quer que a presidente compareça ao Legislativo para ser sabatinada e explicar pontos obscuros referentes à operação da balsa. “Queremos saber quem financia o sistema, quem paga as contas e quem gerencia o serviço. Queremos saber também o motivo das demissões”, afirmou o legislador da base do prefeito Marcelo Lima (Podemos).

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Segundo o parlamentar, a Emae demitiu 12 funcionários e hoje a operação 24 horas da balsa conta com apenas quatro colaboradores, em turnos de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso.

O requerimento de convocação de Karla Maciel, segundo Rodrigues, deve ser votado em regime de urgência na sessão de hoje, mesmo dia em que a Emae prometeu retornar com a antiga balsa, com maior capacidade e reformada.

A convocação da executiva corre em paralelo a pedido de instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), em tramitação na Câmara. “Queremos apurar todos esses fatos, para que sejam corrigidos esses problemas e a população não sofra tanto”, disse o vereador.

Em média, 161 mil passageiros e 158 mil veículos por mês utilizam a balsa para a travessia. Com a substituição da embarcação, a capacidade de transporte de cada viagem caiu de 40 veículos e 400 pessoas para 18 e 200, respectivamente. Entre embarque, travessia e desembarque, a movimentação durava cerca de 15 minutos. Após a troca, o tempo passou a ser de quase três horas.

Em nota, a Emae explicou que “realizou a manutenção obrigatória da balsa em cumprimento a uma determinação da Marinha do Brasil e Capitania dos Portos”. “Esse é um procedimento previsto para ocorrer a cada cinco anos.”

Segundo a empresa, a balsa com maior capacidade volta a operar hoje “quase três meses antes do prazo inicial”. O tempo de travessia, de acordo com Emae, é de quatro minutos e que a operação de filas externas não é de responsabilidade.

Ainda de acordo com a nota enviada ao Diário, a empresa garante que o custeio da operação é de sua responsabilidade, ao explicar a fonte de recursos para manter o serviço. Em relação ao número de profissionais em atuação, a Emae garantiu que 22 colaboradores se dividem para garantir o atendimento por 24 horas.

Por fim, a Emae garantiu que “não foi notificada” sobre a movimentação da Câmara de São Bernardo. Karla Maciel também foi instada a se manifestar pela reportagem, mas se manteve em silêncio.




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