Só problemas Após reclamações de usuários e pedido de CPI protocolado, operadora anuncia retorno antecipado de embarcação que estava em manutenção
FOTO: Celso Luiz/DGABC

Após diversas reclamações de usuários, que apontaram situação caótica nas últimas semanas, a Balsa João Basso voltará na madrugada desta quarta-feira (12), a partir da meia-noite, a fazer a travessia entre o Riacho Grande e o bairro Tatetos, pela Represa Billings, com sua embarcação original. Desde o dia 8 de janeiro, o serviço vem sendo realizado por uma balsa temporária que comporta apenas 23 veículos e 300 passageiros – a original, com capacidade para 42 carros e 400 pessoas, está em manutenção obrigatória determinada pela Marinha.
Inicialmente, a previsão da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia SA), que opera a travessia, era de que a conclusão da manutenção aconteceria em 45 dias. Porém a volta da balsa foi adiantada. “Contratamos mais equipes e trabalhamos três turnos seguidos para reduzir o tempo de reparo e concluir o serviço com qualidade, eficácia e segurança, retornando às atividades antes da data prevista”, afirmou o diretor de geração da Emae, Genésio Betiol.
A balsa reserva causou inúmeros transtornos, especialmente por conta das filas, que chegaram a demorar mais de três horas, segundo relatos feitos por usuários ao Diário. Na manhã de ontem, o barco reduzido quebrou e causou ainda mais problemas – a operação foi retomada às 10h40, segundo a Emae.
A notícia da volta da balsa maior trouxe alívio aos moradores do pós-Balsa, como a assistente social Elisa Teixeira, 41 anos. “O cumprimento do prometido mostrou compromisso. Acredito que nossa movimentação, a veiculação no Diário e as reclamações dos usuários também foram importantes”, disse Elisa.
MONITORAMENTO
A Prefeitura de São Bernardo frisou que negociou com a Emae para acelerar a entrega da balsa. “Fizemos uma interlocução direta com a Emae para minimizar, ao máximo, o impacto desta manutenção necessária na balsa, fundamental para a segurança da população. Mediante essa atuação, passando, inclusive, por diálogo com governo do Estado, conseguimos antecipar o prazo para menos da metade do que estava estimado pela companhia”, disse o prefeito Marcelo Lima, que ressaltou que o prazo original para a manutenção era de 120 dias, superior aos 45 que a Emae havia prometido aos usuários. “Desta forma, como resultado, temos a volta em tempo célere da embarcação de maior capacidade e com garantia de serviço mais eficiente”, continuou.
O processo de manutenção vinha sendo acompanhado também por líderes comunitários. “Fomos a quatro fiscalizações. Toda quinta-feira a gente ia, revezando os moradores”, contou uma das representantes da comissão de moradores, Maria Ednalva Galdino, 63.
CPI
O vereador de São Bernardo Netinho Rodrigues (Podemos) protocolou requerimento na Câmara pedindo a instalação de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a Emae pela troca por uma balsa menor durante a manutenção e por suposto desligamento funcionários responsáveis por serviços essenciais, incluindo os da manutenção das balsas que administra.
A proposta entrará em votação na quarta-feira (12). Se aprovada, a comissão terá 120 dias para analisar o serviço prestado pela Emae.
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