Setecidades Titulo Charge-9 de fevereiro

Ação contra os ‘gatos’

09/02/2025 | 08:24
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Ilustração: Gilmar
Ilustração: Gilmar Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O crescimento expressivo das ocorrências de furto de energia elétrica no Grande ABC se tornou um desafio às autoridades e às concessionárias de serviço público. O aumento de 31% nas prisões em flagrante na região em 2024, conforme mostra reportagem publicada hoje neste Diário, expõe como são frágeis os mecanismos de fiscalização. Os chamados ‘gatos’ afetam munícipes e setores produtivos, uma vez que o desvio de eletricidade compromete a qualidade do fornecimento e pode resultar em apagões. O envolvimento preponderante de estabelecimentos comerciais, com 81% das ocorrências, demonstra que a ilegalidade não está restrita ao uso doméstico, gerando enormes prejuízos.

Diante desse cenário assustador, o reforço na fiscalização deve ser acompanhado por sanções mais rigorosas. O artigo 155 do Código Penal prevê reclusão de um a quatro anos, mas a efetividade dessa penalidade depende da rapidez nos processos judiciais e da ampliação das ações conjuntas entre concessionárias e departamentos de segurança. A colaboração entre Enel e Polícia Civil, que resultou em 54 operações de combate ao furto no Grande ABC no último ano, deve ser intensificada. Os criminosos não podem se sentir à vontade para agir. Além disso, campanhas educativas sobre riscos e prejuízos inerentes à atividade criminosa podem contribuir para a redução da prática.

O furto de energia é, além de crime, um fator de encarecimento do serviço para todos os consumidores regulares, já que as concessionárias repassam parte das perdas ao custo da tarifa. Daí que o combate à ilegalidade precisa ser prioridade, com a ampliação da inteligência policial para identificar padrões e ações de repressão em locais de maior incidência. O envolvimento das prefeituras também pode reforçar a fiscalização, por meio da revisão de alvarás e inspeções preventivas em empreendimentos comerciais. A população, por sua vez, deve ser estimulada a denunciar casos suspeitos, garantindo que o fornecimento elétrico não seja comprometido por práticas ilícitas que afetam toda a sociedade.

DGABC



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