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Saúde mental nas empresas

Vitor Seravalli
07/02/2025 | 09:32
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Em novembro de 2024, durante o 3º encontro ESG na Indústria, realizado pelo Ciesp de São Bernardo, lançamos a pesquisa sobre Saúde Mental – um desafio para as indústrias no momento atual, que já está em fase de aplicação.

Enquanto as mudanças climáticas ganham destaque global, principalmente devido à realização da COP30 (30ª Conferência da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas) no Brasil, em novembro de 2025, a priorização de temas sociais como a Saúde Mental, ligada ao ‘S’ do ESG, pode surpreender. Conforme o Relatório Mundial de Saúde Mental da OMS (Organização Mundial de Saúde) aponta, 15% dos adultos em idade laboral experimentarão algum transtorno mental ao longo de suas carreiras. Isso levou à revisão da NR-1, que estabelece novas diretrizes sobre ambiente de trabalho e gestão de riscos ocupacionais.

A partir de maio de 2025, empresas brasileiras deverão incluir a avaliação dos riscos psicossociais em seus processos de segurança e saúde no trabalho. Essa mudança regulamentar reforça a necessidade de medidas eficazes para proteger os trabalhadores.

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A questão já figura entre as prioridades da Previdência Social, da Justiça do Trabalho e da sociedade. Entre as causas mais comuns que afetam a saúde dos trabalhadores estão: pressão por resultados e metas inatingíveis, sobrecarga de trabalho, falta de suporte emocional, assédio moral ou sexual, insegurança e falta de reconhecimento.

O impacto econômico da saúde mental no ambiente corporativo também é significativo. Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), para cada dólar investido em programas de saúde mental, o retorno pode ser três vezes maior devido à melhoria no desempenho e engajamento dos funcionários. Dessa forma, além de ser uma questão social, a promoção da saúde mental se torna estratégica para a sustentabilidade dos negócios.

Boas práticas de saúde mental já estão sendo implementadas em diversas empresas ao redor do mundo. Algumas iniciativas eficazes incluem: criação de programas de assistência psicológica, treinamentos para lideranças sobre suporte emocional, flexibilização de horários, incentivo a pausas estratégicas durante o expediente e campanhas de conscientização. Empresas que adotam essas medidas relatam impacto positivo na retenção e satisfação dos colaboradores.

Diante desse cenário, o Ciesp SBC considera fundamental a realização da pesquisa sobre saúde mental no setor industrial. O estudo permitirá identificar os principais pontos críticos e sugerir caminhos para melhorar a saúde integral dos trabalhadores. Além disso, contribuirá para a construção de métricas que reforcem o papel social da indústria e gerem impactos positivos nos resultados dos negócios.

Vitor Seravalli é escritor, palestrante, consultor de negócios, liderança e sustentabilidade e diretor do Grupo ESG do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) São Bernardo




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