Combate a inflação Sugestão visa forçar comércio a baixar preços para que produto não estrague na prateleiras
FOTO: Ricardo Stuckert/Presidência da República

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sugeriu à população brasileira, como medida de combate à inflação, que não compre produtos alimentícios com preços elevados. Segundo ele, tal ação forçaria o comércio a reduzir os preços para que os itens não estraguem nas prateleiras. “Se você vai no supermercado e o produto está caro, você não compra. Quem está vendendo vai ter que baixar para não estragar”, disse em entrevista, na manhã de ontem, a veículos de comunicação da Bahia.
Lula ainda declarou que o governo federal está “ trabalhando, conversando com empresários, utilizando muito a competência da Fazenda, a competência do Ministério da Agricultura, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, para que a gente encontre uma solução sobre como reduzir o preço. Nós vamos encontrar uma solução para os preços” para resolver a questão dos preços altos e levar alimento à mesa dos trabalhadores.
O presidente voltou a afirmar que o governo federal não fará qualquer tipo de congelamento de preços. “Nós abrimos 303 novos mercados para os produtos brasileiros e, quase todos, produtos de alimentos. Significa que o Brasil virou verdadeiramente o celeiro do mundo. Significa que as pessoas estão comprando muito no Brasil. Significa que nós precisamos produzir mais, melhorar a qualidade, para que a gente possa baratear o preço. Eu não posso fazer congelamento”, frisou Lula.
O chefe da Nação apresentou dados para dizer que os preços estão contidos. “A inflação está totalmente controlada. Ela pode crescer 0,5% a mais e cair 0,5%, mas ela está totalmente controlada. Não há nenhum problema para que as pessoas tenham dúvida de que o Brasil vai continuar crescendo. A inflação desses dois anos, de 7,6% do meu governo, (não pode ser) comparada com os dois primeiros anos do Bolsonaro, que foi de 27,4%. Se você comparar a inflação dos últimos dois anos do (então presidente da República, Jair) Bolsonaro (2019-2022), foi 22%. A minha nos dois anos é apenas 7,6%”.
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